segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Desunião da bancada trava pautas da causa feminista no Congresso

Para deputadas, a dificuldade de enfrentar os debates ocorre porque o perfil mais conservador do Congresso também se reflete na bancada feminina

Causas: entre as 55 deputadas, por exemplo, quase metade faz parte da bancada evangélica ou da ruralista (Kelsen Fernande/Fotos Públicas)

Brasília – Deputadas e senadoras têm enfrentado dificuldades em emplacar suas pautas no Congresso. Além de uma baixa representação parlamentar – são apenas 55 deputadas e 13 senadoras -, a bancada feminina não consegue chegar a um consenso sobre assuntos que envolvem temas mais ligados à causa feminista, como o aborto.
A Campanha Outubro Rosa consiste em um movimento mundial para  dar visibilidade às iniciativas de combate ao Câncer de Mama, mobilizando a sociedade, promovendo a conscientização sobre a importância do diagnóstico precoce, aumentando a chance de cura da doença e salvando a vida de milhares de mulheres no mundo inteiro.

‘Se houver mudança na lei, mulheres serão prejudicadas’, diz Maria da Penha

Projeto aprovado no Senado permite que polícia conceda medidas protetivas a vítimas da violência doméstica. ‘Sugerimos para dar mais agilidade’, diz deputado autor do texto.


Por Cíntia Acayaba Do Compromisso e Atitude

A farmacêutica Maria da Penha, 71 anos, que dá nome à lei de combate à violência doméstica, disse que no início viu com bons olhos o projeto que busca mudar o texto da legislação. Depois, ao se inteirar, afirmou que se preocupa com a mudança “inconstitucional” e pede que o presidente Michel Temer (PMDB) vete parcialmente o projeto. Entidades do judiciário e de direitos humanos também pediram o veto.

quinta-feira, 19 de outubro de 2017


Subdesenvolvimento reforça desigualdade de gênero, aponta ONU

Em todo o mundo, o que é pago às mulheres corresponde a 77% do que é pago aos homens


Um novo relatório divulgado nesta terça-feira pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) alerta para o aumento na desigualdade de gênero e para as falhas na proteção dos direitos das mulheres, em especial nos países subdesenvolvidos.

Para a ONU, os serviços de saúde nessas nações muitas vezes falham em atender demandas femininas, como o planejamento reprodutivo, e prejudicam o futuro profissional das mulheres, além de sabotar o próprio progresso nacional.

Mulheres grávidas esperam por uma consulta médica em um hospital do governo em Amritsar, na Índia - 11/07/2013 (Narinder Nanu/AFP)

Segundo o estudo, intitulado Situação da População Mundial 2017, na maioria dos países em desenvolvimento as mulheres mais pobres têm menos opção de planejamento reprodutivo, menos acesso a atendimento médico e são mais propensas a terem partos sem a assistência de um profissional de saúde.

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Feminicídio mata oito mulheres por dia no Brasil; confira relatos

Assassinato de mulheres choca famílias.
Quem sobrevive, muitas vezes, tem medo de denunciar.

Do G1 

Feminicídio é o crime de ódio que mata oito mulheres por dia no Brasil. O Profissão Repórter mostra histórias de assassinatos, violência e relatos de quem sobreviveu e vive com medo.
 
A Lei do Feminicídio foi criada em 2015 com base nos estudos da advogada criminalista Luiza Eluf: “A conduta  é matar alguém, porém, se este alguém for mulher e, se essa mulher morrer devido às condições do sexo feminino no Brasil, ou seja, devido a subalternidade ou ao entendimento por parte do assassino, de que aquela mulher tem menos direito que ele e que aquela mulher lhe deve obediência total e ele tem o direito de vida ou morte sobre ela. Então, ele mata por esse motivo, ele estará cometendo um feminicídio”.

A salvadora das Marias: a major da PM que defende as mulheres vítimas de violência doméstica


A major da Polícia Militar da Bahia (PM) Denice Santiago ganhou um apelido, desde que passou a ser a comandante da Operação Ronda Maria da Penha, que completa dois anos nesta quarta (8). É a ‘salvadora de Marias’. Foi uma das mulheres acompanhada pela ronda que deu a alcunha. “Ela diz que nós (da ronda) somos salvadores de todas as Marias que existem por aí. Não somos super-heróis, mas a gente chega com um propósito”, diz.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Salvador, Feira de Santana e Juazeiro lideram número de casos de Aids em 2017 na Bahia

 


 
Os municípios de Salvador, Feira de Santana, a 100 quilômetros da capital, e Juazeiro, no norte da Bahia, são os que mais registraram novos casos de Aids em 2017, segundo dados divulgados pela Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab).
 
De janeiro a até o dia 25 de setembro, quando foi realizado o último balanço pelo órgão, foram notificados 601 casos de Aids em adultos e oito em crianças em todo o estado. Além disso, foram registrados 1.207 casos de HIV em adulto e 11 em crianças.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Outubro Rosa - Uma Campanha de Amor à vida!


O Instituto das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor apoia a Campanha do Outubro Rosa, que busca sensibilizar mulheres e estimular a população no controle do câncer de mama. 

o movimento é realizado a nível nacional desde a década de 1990 e promove a conscientização sobre a doença, proporcionando maior acesso aos serviços de diagnóstico e tratamento, contribuindo para a redução da mortalidade.

Em juazeiro, os exames de mamografia são realizados gratuitamente para mulheres a partir de 40 anos no Instituto Ivete Sangalo, localizado na Praça Projetada Um, 23-221 - bairro Santo Antonio, Juazeiro - BA. 


terça-feira, 3 de outubro de 2017

Outubro rosa: câncer de mama atinge mulheres cada vez mais jovens

Campanha alerta para a necessidade do diagnóstico precoce da doença na luta pela cura: mamografias e autoexames devem fazer parte da rotina feminina

 Margareth Vicente ficou abalada com a descoberta da doença, mas a enfrentou com otimismo: "Fiquei careca, usava lenços lindos, sempre de batom" 


Os seios são fontes de várias simbologias em diferentes culturas. Motivo de inspiração e desejo, são também o órgão da amamentação, da feminilidade e do prazer. A mama, contudo, adoece. O câncer é o mal que mais acomete essa glândula — 28% do total de tumores —, sendo o tipo que mais provoca a morte de mulheres no Brasil. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), a estimativa é de 60 mil novos casos por ano em mulheres cada vez mais jovens. Quanto mais cedo, porém, o diagnóstico, mais chances de cura. A entidade informa que, quando descoberto no início, há 95% de probabilidade de recuperação total.