Estudo estima em 1,6 bilhão de euros custo anual da prostituição na França

Cerca de 37.000 pessoas se prostituem na França, das quais a grande maioria (62%) é através da internet         
  

Paris (AFP) - A prostituição custa 1,6 bilhão de euros por ano para a sociedade francesa, de acordo com um estudo publicado nesta quinta-feira que reforça a posição daqueles a favor da sua abolição e da penalização dos clientes.

Este estudo, realizado por uma associação que apoia as prostitutas, "Movimento do Ninho", e pela sociedade Psytel, é considerado uma resposta à Comissão Europeia (CE) que propôs em 2014 aos Estados-membros incluir no cálculo de seu PIB a prostituição, o que a França rejeitou.

A investigação procurou estabelecer os custos econômicos e sociais da prostituição, "atacando o mito de uma prostituição criadora de crescimento", explicam os autores do estudo que identificaram "29 itens de despesas", principalmente baseadas em dados nacionais, estudos e pesquisas existentes, análises de especialistas e entrevistas com prostitutas.

De acordo com este estudo, financiado pela CE, cerca de 37.000 pessoas se prostituem na França, das quais a grande maioria (62%) através da internet.

Os autores estimam em 3,2 bilhões de euros o volume de negócios da prostituição, com base no número estimado de prostitutas e sua alegada renda mensal. A média foi de cerca de € 87.700.

Mas "o dinheiro dos clientes da prostituição é em grande parte retirado do circuito da economia clássica" e "enviado para o exterior", afirma o estudo, que calcula em 853 milhões de euros a evasão fiscal do setor.

Em comparação, os gastos sociais (abrigos de emergência, benefícios sociais, ações preventivas, etc.) dos quais beneficiam as prostitutas foram estimados entre 50 e 65 milhões de euros. Os autores estimam em 311 milhões de euros o custo humano para as prostitutas, seis vezes mais expostas a violações do que a população em geral e doze vezes mais propensa ao suicídio.

As consequências sociais indiretas (filhos abandonados, homicídios e suicídios), as despesas de saúde, de polícia e justiça representam 427 milhões de euros, afirmam os autores, que lutam pela abolição da prostituição.

 
 

Meninas de oito anos são ‘ensinadas’ a satisfazer um homem na cama

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Meninas de oito anos de idade no Moçambique e na Zambia estão sendo forçadas a irem para campos onde elas são “ensinadas” a satisfazer um homem na cama. O objetivo do “treinamento”, segundo ativistas, é prepará-las para a vida conjugal. A denúncia foi feita nesta quinta-feira (21), durante uma conferência internacional para acabar com o casamento infantil organizada pela Girls not Brides.

A iniciação sexual das crianças é feita após a primeira menstruação e é comum que elas sejam violentadas com o uso de objetos, segundo Persilia Muianga, da agência internacional World Vision.De acordo com Muianga, algumas mães forçam suas filhas a manterem relações sexuais, por acreditarem que a prática pode fazer com que elas fiquem menstruadas.

Segundo o embaixador da boa vontade da União Africana, Nyaradzayi Gumbonzvanda, o casamento infantil deve ser visto como uma forma de escravidão moderna.”[Com o casamento infantil] estamos sancionando o estupro, o rapto, uma forma moderna de escravidão, o tráfico, e o trabalho forçado”, afirmou ele. De acordo com informações da Reuters a mãe e a irmã de Gumbonzvanda foram obrigadas a se casarem ainda crianças, no Zimbábue.

Cerca de 15 milhões de crianças e adolescentes são casadas todos os anos. A prática faz com que elas sejam privadas de educação e oportunidades, e aumenta as chances que elas sejam vítimas de exploração, violência sexual, abuso doméstico e morte no parto.De acordo com Gumbonzvanda, que também participa do evento em Casablanca, o casamento infantil, além de impactar a vida das jovens, mina o desenvolvimento de suas comunidades e países. “Manter as meninas na escola e impedir os casamentos infantis é crucial para o desenvolvimento da África”.
Quase metade das meninas em Moçambique e cerca de 40% na Zâmbia são casadas antes dos 18 anos, mesmo que a legislação proíba o casamento infantil em ambos os países. Cerca de 700 milhões de mulheres vivas atualmente se casaram quando crianças, o que representa 10% da população mundial.
 
FONTE:
  • Com informações Brasil Post

Operação fecha prostíbulo com menores e droga em Maringá

Segundo PM, vários detalhes comprovam que a casa era usada para prostituição (Foto: RPC Maringá/Reprodução)

Segundo PM, vários detalhes comprovam que a casa era usada para prostituição (Foto: RPC Maringá/Reprodução)

Polícias, Guarda Municipal e MP participaram da ação, em casa na Zona 5.
Clientes, adolescentes e a gerente do estabelecimento foram detidos.

 
Um prostíbulo foi fechado na tarde desta quarta-feira (27) em Maringá, durante uma operação envolvendo as polícias Civil, Militar, a Guarda Municipal e o Ministério Público.

De acordo com o porta-voz do 3º Comando Regional da PM, Roberto de França, existiam adolescentes se prostituindo na casa, na Zona 5. Com uma das mulheres que estavam lá, os policiais encontraram maconha. Alguns clientes e gerente do estabelecimento também foram detidos.

"As denúncias foram recebidas, foi feito um planejamento e chegamos até o local. O relato foi de prostituição, envolvendo até menores e envolvendo drogas. Nós constatamos a situação e estamos encaminhando os envolvidos para a delegacia, para identificar quem é menor e as pessoas que estavam no local sem documento", afirma França.

Segundo ele, vários detalhes comprovam que a casa servia para a prostituição. "Vários detalhes, vários indícios [comprovam]: cartazes no local, venda de bebidas, entrevistas com pessoas que estavam no local e disseram que vieram fazer programa", explica o capitão.

A operação, segundo o porta-voz, partiu de várias investigações envolvendo o tráfico de drogas e a exploração sexual de menores na região e segue até o domingo (31).

Fonte: http://g1.globo.com/pr/norte-noroeste/noticia/2015/05/operacao-fecha-prostibulo-com-menores-e-droga-em-maringa.html

Repórter do portal R7 é vítima de abuso sexual no metrô de SP

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De acordo com a jornalista, apesar de suas reclamações, o metrô não prestou a assistência necessária, e o funcionário ainda disse que ela deveria ter gritado ou “feito alguma coisa”. Episódio aconteceu na noite da última quarta-feira (27), na Linha 3 – Vermelha
 
no Revista Fórum
 
Na noite da última quarta-feira (27), a jornalista Carolina Apple, do portal R7, sofreu abuso sexual na Linha 3 – Vermelha do metrô de São Paulo. A repórter conta que, no trajeto entre as estações Brás e Bresser-Mooca, um homem que se encontrava atrás dela se masturbou e ejaculou em sua calça jeans.
Carolina só percebeu o que havia acontecido quando deixou o vagão. De acordo com ela, apesar de suas reclamações, o metrô não prestou a assistência necessária, e o funcionário ainda disse que ela deveria ter gritado ou “feito alguma coisa”.
 
relato da jornalista foi publicado pelo R7 na manhã desta quinta-feira (28). Confira a íntegra a seguir:
 
Tarado no metrô comigo nunca teve vez. Já protagonizei escândalo, já fui responsável pela retirada de um ser desse da estação e calejei meu cotovelo e meu olhar fulminante para encostadas suspeitas, mas, mesmo assim, hoje fui vítima: um usuário do Metrô ejaculou na minha calça.
O metrô lotado. Quando cheguei à estação Brás, sentido Corinthians-Itaquera, às 19h30, muitas pessoas saíram e algumas entraram. Entre essas pessoas que entraram no vagão estava esse homem que se achou no direito de se aliviar em mim.
No trajeto de 30 segundos entre a estação Brás e Bresser-Mooca, esse homem se masturbou. Não notei nada até a porta estar prestes a se abrir e o barulho da movimentação intercalar com a respiração ofegante dele atrás de mim.
Sai do vagão olhando para trás, desconfiada, e ele também saiu e me olhou. Foi quando meus pés tocaram a escada rolante que senti parte da minha calça esquentar. Quando coloquei a mão na minha calça notei que ela estava molhada. A palavra era nojo. Não dava mais tempo de descer, mesmo que minha vontade fosse pular da escada rolante que subia. Chamei um funcionário do Metrô e aí que tudo ficou ainda mais estranho.
Ele me acompanhou, procurando o tal homem que eu sabia que tinha embarcado no vagão do lado. Enquanto isso ele me dizia que não tinha o que fazer. Que EU deveria ter gritado, que EU deveria ter feito alguma coisa e se EU tivesse me manifestado, os próprios passageiros me ajudariam. Fiquei pensando em que momento o Metrô faria alguma coisa. Nada mais aconteceu. O funcionário perguntou se eu morava perto, eu disse que sim. E só. Nada de registro, nada de boletim de ocorrência, como se nada tivesse acontecido.
Não sou funcionária do Metrô para pensar em soluções para essa situação corriqueira, não sou paga para isso, mas pago a passagem, nada barata, para ir para minha casa ou trabalho tão apertada a ponto de um homem se masturbar, ejacular e ninguém ver.
Minha calça vai para máquina de lavar, mas e a minha dignidade.
Fonte: http://www.geledes.org.br/reporter-do-portal-r7-e-vitima-de-abuso-sexual-no-metro-de-sp/

Recursos contra a violência sexual de crianças e adolescentes são reduzidos no Ceará



Ana Clara Jovino

Adital

O Estado do Ceará está deixando cada vez mais de lado a prioridade absoluta para a defensa dos direitos humanos de crianças e adolescentes, o que vem atingindo as políticas de prevenção e enfrentamento à violência sexual. Recursos e programas com estes objetivos estão tendo seus orçamentos reduzidos.

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Em entrevista à Adital, Luciana Brilhante, coordenadora colegiada do Fórum DCA (Fórum Permanente das ONGs de Defesa dos Direitos de Crianças e Adolescentes) e assessora político-pedagógica da Diaconia, afirma que, antes de tudo, o problema tem que ser reconhecido, pois a exploração sexual esbarra na invisibilidade. Fortaleza é uma das cidades com os mais altos índices de violência sexual contra crianças e adolescentes, com 74 pontos de exploração, ocupando o segundo lugar na rota do turismo sexual no país, ficando atrás apenas do Rio de Janeiro, segundo a Comissão Parlamentar de Inquérito da Exploração Sexual da Câmara dos Deputados, em Brasília.

De acordo com Luciana, apenas 25% das denúncias feitas ao Disque 100 [Disque Direitos Humanos do governo federal] são de exploração e as outras 75% referentes a abusos. Não é muito diferente na Dceca (Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente) que, em 2012, registrou 342 denúncias de abuso sexual e 28 de exploração. "Acredito que isso aconteça por causa da cultura machista da sociedade, muitas famílias agenciam as filhas e apoiam que a menina sirva o turismo sexual”, afirma a coordenadora.

Na capital cearense, a Rede Aquarela, desenvolvida pela Funci (Fundação da Criança e da Família Cidadã) disponibiliza apenas 12 vagas para crianças e adolescentes que sofreram algum tipo de agressão sexual, o que não atende à demanda. Além disso, são poucos os funcionários capacitados para atenderem às crianças. O ideal é que psicólogas e assistentes sociais atendam, semanalmente, aos menores, mas isso não acontece, os encontros ocorrem somente de dois em dois meses, o que não se mostra eficaz para a recuperação do menor violentado.

A proposta orçamentária para 2015, feita pelo Cedeca (Centro de Defesa da Criança e do Adolescente), aumentou em 27% os recursos atribuídos à Rede Aquarela, mas não foi aprovada.

Entidades que integram Fórum DCA realizam, nesta semana do dia 18 de maio (Dia Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes), ações visando a denunciar a situação da política de atendimento a vítimas de violência sexual no Estado do Ceará e conscientizar a população.

Encerrando as atividades, nesta quinta-feira, 21 de maio, a partir de 14h, ocorre a audiência pública "O Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes”, na Assembleia Legislativa, realizada pela Comissão de Infância e Adolescência da casa.

Ana Clara Jovino

Estudante de Jornalismo pela Faculdade 7 de Setembro (FA7).
E-mail
anaclara@adital.com.br
jovinoanaclara@gmail.com

Rússia vive epidemia silenciosa de Aids

EPA


Uma vigília em 2011 em Moscou para o Dia Mundial de Luta contra a Aids

O termo "epidemia de Aids" é uma memória distante em lugares onde as taxas de infecção estão em queda há anos, como Austrália, Américas e a maior parte da Europa.


Mas o termo seria adequado para descrever a situação na Rússia, apesar do silêncio das autoridades.


Leia abaixo o depoimento do ex-ministro da Saúde britânico Norman Fowler (que ocupou a pasta entre 1979 e 1990, durante o governo de Margaret Thatcher), que visitou a Rússia e esteve em contato com várias instituições de saúde e autoridades.

Durante anos, o país permaneceu calado sobre os seus níveis de infecção pelo vírus HIV. Mas um infectologista que trabalha nesta área há mais de 20 anos rompeu este silêncio e contou que a situação é uma "catástrofe nacional".

Vadim Pokrovsky, chefe do Centro Federal de Aids em Moscou, observou o grande crescimento dos números nos últimos anos.

A Rússia tem cerca de um milhão de pessoas vivendo com o HIV e a taxa de infecção está crescendo ano a ano, diferente da situação da África subsaariana, onde a taxa de crescimento está desacelerando. E isto de acordo com os números do governo, que, quase todos concordam, subestimam a situação real do país.

No ano passado, cerca de 90 mil russos contraíram o HIV, comparados com menos de 3 mil pessoas infectadas na Alemanha, que uma das menores taxas de infecção por HIV da Europa. O país tem metade da população da Rússia, mas 30 vezes menos casos de infecção.

"Precisamos gastar dez vezes mais na prevenção. Precisamos de muito mais recursos e precisamos de algumas decisões políticas - e mudanças na lei em conexão com a metadona e as vidas particulares das pessoas", me disse Pokrovsky recentemente.

Diagnóstico e ideologia

Um dos problemas é que a visão de Pokrovsky vai de encontro à política do governo e da cada vez mais poderosa Igreja Ortodoxa Russa.

Em uma entrevista neste mês com a agência de notícias France Presse, Pokrovsky disse que a estratégia do Kremlin, de apostar na promoção de valores tradicionais da família, não conseguiu parar o vírus.

"Nos últimos cinco anos de abordagem conservadora o número de pessoas infectadas pelo HIV dobrou", afirmou.

Quando Pokrovsky pediu a introdução de educação sexual nas escolas - se opondo ao comissário presidencial dos direitos das crianças, Pavel Astakhov, que é contra a medida - a chefe do comitê do Conselho de Saúde da cidade de Moscou, Lyudmila Stebenkova, chamou Pokrovsky de "típico agente trabalhando contra os interesses nacionais da Rússia".

Stebenkova afirmou ao jornal russo Kommersant que a abordagem de Pokrovsky apenas aumentaria o interesse das crianças por sexo e levaria a um aumento na infecção por HIV e outras doenças.

"Ao invés de distribuir preservativos, devemos promover fidelidade sexual e famílias saudáveis - isto é muito mais eficaz", disse.

No entanto, os números sugerem outra coisa. Pokrovsky alertou as mulheres do país de que as chances de se casarem com um homem que tenha o HIV são altas.
AP
A sala de espera em um centro regional de tratamento da Aids na Rússia

"Existem entre 80 e cem casos de infecção por HIV entre as mulheres por dia. Isto não é piada - é por dia. Elas são, na maioria, mulheres jovens entre 25 e 35 anos e estão no principal grupo de risco", disse o especialista.

Agulhas e metadona

Quase 60% dos portadores do HIV na Rússia são usuários de drogas injetáveis e um outro grupo são os de parceiros sexuais destes usuários. O vírus HIV se espalhou como no incêndio em uma floresta através de seringas e agulhas contaminadas.

Por isso, muitos países do mundo fornecem seringas ou distribuem metadona, que é tomada via oral, no lugar das drogas injetáveis.

Quando fui ministro da Saúde na Grã-Bretanha esta política começou em 1987 e, desde então, os números de pessoas recém-infectadas por agulhas contaminadas foi reduzido para quase zero.
BBC
Evgeny Brun é o diretor do departamento de narcologia da Rússia

Os mesmos resultados foram observados em vários países da Europa e na Austrália, que foi uma pioneira nestas políticas para reduzir os riscos nestes grupos.

A Organização Mundial de Saúde vê a droga como essencial no combate à dependência da heroína, mas, na Rússia, qualquer um flagrado usando ou distribuindo a metadona pode ser condenado a até 20 anos de prisão.

Autoridades de saúde contam exclusivamente com a "narcologia", uma forma tradicional de tratamento que data da época em que Pedro, o Grande, tentava lutar contra o alcoolismo no país, no começo do século 18.

Esta abordagem, na essência, consiste em isolar o usuário de drogas durante um mês para desintoxicação. Depois, ele passa pela reabilitação, incluindo palestras, grupos de autoajuda, fisioterapia, aconselhamento de dieta e assim por diante.

O diretor do departamento de narcologia da Rússia, o médico Evgeny Brun, é contra o uso de metadona, pois, para ele, é uma droga que causa dependência.

É verdade que a metadona causa dependência, mas vem de uma fonte confiável, o serviço público de saúde, em doses controladas e sem agulhas, o que em muitos casos permite que o usuário tenha uma vida razoavelmente normal e se mantenha no emprego.

Mas o principal e o mais notório desse método russo é que não funciona.

Dedicação

Quando caminhei pelas enfermarias do Centro de Pesquisa e Prática em Narcologia de Moscou, não tive dúvidas da dedicação da médica chefe Elena Sokolchik.

O hospital, nos arredores de Moscou, é considerado um dos melhores centros do país, apesar de apenas 10% ou 15% dos pacientes tratados aqui seguirem voluntariamente para a reabilitação.

Elena visitou vários centros de reabilitação de usuários de drogas em outros países, mas não aprovou o que viu.
BBC
Elena Sokolchik, médica-chefe do Centro de Pesquisa e Prática de Narcologia de Moscou

"Quando uma usuária chega, junto com os filhos, a um centro onde ela pode conseguir metadona, sinto que é errado e hipócrita. Não quero que uma criança veja drogas viciantes distribuídas como se fossem remédio", disse.

A médica também afirmou que se orgulha de seu trabalho.

"Posso dizer com certeza que, dos pacientes que passam pelo nosso programa de reabilitação, 48% ficam livres das drogas durante um ano, 35% conseguem dois anos e 8% ficam livres por oito anos", afirmou.

Mas estas estatísticas indicam que cerca de metade daqueles que passam pela reabilitação não ficam livres das drogas por um ano e não falam nada sobre os 80% a 90% dos que não ficam para a reabilitação. Pesquisas e mais pesquisas mostram que muitos pacientes logo voltam a injetar drogas e, mais uma vez, espalham o vírus.

"Ninguém acredita quando falo que o governo russo não está fazendo nenhum trabalho de prevenção para dar um fim à epidemia de HIV", disse Ana Sarang, diretora da Fundação Andrey Rylkov, pequena organização de caridade em Moscou dedicada a ajudar usuários de drogas.

"Não há nenhum esforço para parar a epidemia entre pessoas que injetam drogas e, sem surpresa, a Rússia continua sendo um dos poucos países do mundo onde a epidemia de HIV ainda está crescendo."

Também não há apoio para as organizações de voluntários que tentam ajudar.

Sarang afirma que a organização dela é a única fazendo trabalho de contenção de danos nas ruas de Moscou. Mas é uma organização que sobrevive com pouco dinheiro.

Ponto positivo

Getty
As moradoras de um orfanato para crianças com o vírus HIV em Moscou

No entanto, há alguns pontos positivos. A alguns quilômetros de São Petersburgo há uma clínica para doenças infecciosas, construída no século 19 pelo czar Alexandre 2º e que agora funciona como uma unidade especial para crianças com HIV, algumas delas órfãs, outras, abandonadas.

O trabalho dedicado dos funcionários dá às crianças os cuidados necessários - e ainda mudou a atitude dos que moram próximos.

Na década de 1980, havia o temor generalizado de que o HIV poderia ser contraído pelo toque ou mesmo a proximidade com uma pessoa infectada. O presidente Boris Yeltsin chegou na receber um petição pelo fechamento da clínica para crianças - que chegou a ser fechada, mesmo que por apenas 24 horas. Mas, o hospital foi reaberto, o comportamento mudou e hoje muitas crianças são até adotadas.

Outros preconceitos continuam: adultos com HIV são isolados. Prostitutas que levam preservativos são ameaçadas ou devem pagar subornos para a polícia.

A recente legislação do governo contra o que vê como "promoção da homossexualidade" estimula o preconceito e dificulta a impressão de panfletos para o aconselhamento sobre sexo seguro.
Muitos temem fazer o exame para descobrir se estão infectados por que temem a ameaça da discriminação.

Talvez, por estas razões, Vadim Pokrovsky se mostra pouco otimista quanto à situação no país.
"(Para) a vitória contra a infecção pelo HIV serão necessários outros 25 anos", afirmou.

Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2015/05/150525_russia_epidemia_aids_fn

Monique Prada organiza debate sobre a regulamentação da prostituição


 Foto: Arquivo Pessoal / Divulgação
 
“A lei em relação ao trabalho sexual não visa proteger a trabalhadora dos exploradores, visa nos obrigar a trabalhar sozinhas e de maneira insegura e inconstante. Por isso precisa ser mudada.”

Prostituta faz vaquinha para bancar Putadei em Porto Alegre

A pesar do nome parecer algo escrachado para celebrar o Dia Nacional das Prostitutas, a vaquinha tem o objetivo de financiar a vinda de palestrantes para a “Plenária Livre: Dia Internacional da Trabalhadora Sexual”, que será realizada na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, no dia 9 de junho. Trata-se de um espaço para discutir de forma concreta a regulamentação do trabalho sexual no Brasil.
 
Uma das principais organizadoras desse evento, que deve acontecer pela primeira vez no Estado com a participação prostitutas que estão na ativa é a garota de programa Monique Prada, que há seis anos ganha a vida com sexo, mas que sempre teve contato com profissionais do sexo e com a política durante sua vida.
 
Para bancar a vinda de palestrantes Monique criou a vaquinha para arrecadar dinheiro para o transporte das palestrantes, orçado em R$ 1,5 mil, e cuja meta está quase alcançada.
 
De acordo com ela a ideia do encontro é debater “sobre a regulamentação sobre a questão do preconceito, do estigma”, vencendo o temor de vir à público para debater sobre uma profissão que é empurrada para a clandestinidade e invisibilidade.
 
“Ainda é bem difícil de mobilizar porque a gente costuma trabalhar às escondidas. Tem gente que esconde de mãe a pai, muito pelo estigma, mas temos nos organizado bastante em termos de Brasil, América Latina e é um movimento que está crescendo muito rapidamente”, afirma Monique.
 
A regulamentação da profissão é discutida no Congresso por meio do Projeto de Lei 4211/2012, de autoria do deputado federal Jean Willys (Psol-RJ). Atualmente a proposta está na fila  (http://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/comissoes/comissoes-temporarias/recebendo-indicacoes) para a criação de uma comissão especial para debater o tema.

Leia a entrevista com Monique:


Monique Prada começou a trabalhar como garota de programa aos 19 anos | Foto: Ramiro Furquim/Sul21

Terra: Qual é o objetivo da vaquinha?
Monique Prada: A vaquinha cobre as passagens das debatedoras, o resto a gente tá atrás ainda.
 
Terra: Como vai ser esse encontro?
Monique Prada: Nós vamos fazer um debate sobre a regulamentação sobre a questão do preconceito, do estigma.
 
Terra: Como é para mobilizar as prostitutas para uma discussão como essas?
Monique Prada: Ainda é bem difícil de mobilizar, porque a gente costuma trabalhar às escondidas. Tem gente que esconde de mãe a pai, muito pelo estigma, mas temos nos organizado bastante em termos de Brasil, América Latina e é um movimento que está crescendo muito rapidamente.
 
Terra: Quem trabalha na rua ou por agência desempenha sua atividade sozinha ou tem aquela história de que tem um cafetão por trás?
Monique Prada: A legislação sobre o trabalho sexual é toda voltada para nos obrigar a trabalhar sozinhas. A Constituição de 88 prevê que todos os trabalhadores podem atuar por meio de cooperativa e atuar desse modo, exceto as trabalhadoras sexuais. Porque o trabalho sexual ainda faz parte do código penal. E precisa sair de lá para que as pessoas possam trabalhar em paz. As casas todas funcionam dia e noite, mesmo ilegalmente, e isso precisa ser regulamentado...
 
A lei em relação ao trabalho sexual não visa proteger a trabalhadora dos exploradores, visa nos obrigar a trabalhar sozinhas e de maneira insegura e inconstante. Por isso precisa ser mudada.
 
Por exemplo, se eu alugasse um apartamento e trabalhasse com uma amiga, uma colega, mesmo não recebendo nenhuma parcela do lucro dela, ambas estaríamos incorrendo em crime porque aquilo seria visto como associação para prostituição.
 
A lei só aceita o teu trabalho individual. E a ideia da lei é óbvia, é desestimular o trabalho sexual. A lei mais moderna sobre o trabalho sexual é de 1942, então ela já pode ser mudada. Mas também não pode ser mudada para pior, como alguns grupos feministas pretendem. Adotando o modelo sueco (que visa criminalizar a prostituição) e outras maneiras de repressão do trabalho sexual.

É difícil fazer as pessoas entenderem que a prostituição é um trabalho por conta da questão moral que vem junto?
Eu não gosto de dizer que é um trabalho como qualquer outro porque todo o trabalho tem suas particularidades. Mas é um trabalho. É muito difícil fazer com que as pessoas compreendam que você usa sexualidade para ganhar a vida, e que você goste disso, não goste, ou que essa seja sua melhor opção.
 
E é uma posição estranha quando você defende a regulamentação de direitos para a trabalhadora doméstica, que merece, e ao mesmo tempo procura invisibilizar a trabalhadora sexual, que tem um grau de vulnerabilidade tão grande quanto. Então é uma questão de moralismo.

Terra: De onde saiu esse teu engajamento?
Monique Prada: Foi quando eu comecei a ler sobre o assunto, há uns quatro, cinco anos. Mas na verdade eu sofri uma chantagem em um antigo relacionamento, caso eu não tomasse uma determinada atitude. E a partir daí decidi que eu iria me expor. E passei a me expor e estudar a questão, além de ser muito desconfortável você viver escondida, e a partir dai começou a militância.
 
Eu fui militante (política) durante a adolescência toda até começar com o trabalho sexual, dai comecei a me envolver com questões do meu trabalho e me afastei. Me reaproximei da militância faz uns 3 anos, mas sempre foi difícil de impor as minhas pautas.
 
Terra: Há quanto tempo tu trabalha como prostituta?
Monique Prada: Há muito tempo... com regularidade há seis anos. Mas eu sempre tive proximidade com o tema e com o meio. Minha tia era prostituta. Trabalhei por um tempo, casei, voltei, enfim...
 
Terra: É a primeira vez que se realiza um evento assim?
Monique Prada: Não. É a primeira vez que isso acontece no Rio Grande do Sul. Mas participei de eventos organizados pelo governo passado para debater, mas não com prostitutas. O evento pelo Dia Nacional das Prostitutas é a segunda vez que acontece, o primeiro foi organizado pelo Gapa (Grupo de Apoio e Prevenção da Aids) em 2004.
 
Terra: Como é o engajamento das prostitutas para um evento como esses?
Monique Prada: Depende. A gente já fez trabalhos de rua e teve uma receptividade boa. Mas o fato é que está todo mundo envolvido com o seu trabalho, procura não se expor e acaba se afastando um pouco.
 
Mas a gente tem apoio, tem local, tem um canto para debater, e com certeza existe interesse. A gente teve muita atuação durante a Copa, divulgando o PL Gabriela Leite (projeto de lei do deputado federal Jean Willys que visa regulamentar a atividade das profissionais do sexo) e parece que a recepção foi excelente.
 
Terra: Você acredita que possa surgir um movimento que venha a lutar pela regulamentação da profissão de prostituta?
Monique Prada: Com certeza, são muitas trabalhadoras no mundo, no País. Internacionalmente tem o Strass, que é o nosso sindicato na França, e nada impede que se faça o mesmo aqui no Brasil. Aqui no País temos a Rede Brasileira de Prostitutas, mas ela tem um alcance ainda limitado. Mas também tem a articulação Norte e Nordeste e elas ajudam muito. O Brasil é um lugar muito grande, então é uma questão de entrosamento.
 
Para que tu possa ter uma ideia, tem a AMMAR, que é a Associação de Mulheres Meretrizes da Argentina, e elas lançam candidata na eleição, que é a Georgina Orellano, candidata ao parlamento e com bastante chance de ser eleita.  Então, não é um movimento fraco, é um movimento um pouco invisibilizado, mas não é fraco.

Fonte: Terra

Especialistas debatem formas de coibir Violência contra as Mulheres na mídia

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O papel da mídia para legitimar as agressões contra as mulheres e as formas que os meios de comunicação podem contribuir para combater a violência de gênero foram tema do segundo dia do 1º Seminário Internacional Cultura da Violência contra as Mulheres, em São Paulo.
 
 
 
 
 
 
 
 
Do CenarioMT
 
A regulação dos veículos de informação e propaganda foi defendida pelo assessor de comunicação e informação para o Mercosul da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), Guilherme Canela,que participou dos debates.
 
O modelo ideal, na opinião de Canela, é um misto de autorregulação, com normas e órgãos que façam esse trabalho a partir do Estado. “Onde a autorregulação pode funcionar, ótimo. É menos custo para o Estado e mais participação. Mas nem sempre ela funciona”, afirmou, ao citar o exemplo do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar). Segundo ele, a entidade, formada essencialmente por representantes de entidades de classe da comunicação, algumas vezes falha ao evitar a veiculação de peças publicitárias agressivas à mulher.
 
“É preciso criar instrumentos. Quando a autorregulação não funciona , é preciso que haja outros mecanismos, sempre em linha com os padrões internacionais”, destacou o assessor. Ele afirmou que é necessário cautela para que a regulação não seja usada para fazer censura. “É possível regular os meios sem cair em práticas censórias”, disse.

Em relação ao meios de comunicação, em especial às concessões públicas de TV e rádio, Canela acredita que a melhor maneira de manter o equilíbrio é permitir a diversidade de veículos. “As regras de regulação, que ajudam muito, são as que aumentam a pluralidade dos meios. Quanto mais meios a gente tiver, mais possibilidade nós vamos ter de desconstruir os discursos, que são rasos”, destacou.
 
A diretora da organização feminista inglesa Object, Roz Hardie, acha importante que as pessoas se organizem e usem o poder de consumo para atingir empresas e entidades que façam publicidade abusiva. “Como consumidores, devemos usar o nosso poder econômico para refletir nossa musculatura como cidadãos”, disse. após citar uma série de campanhas publicitárias em todo o mundo, que vendem produtos e serviços apresentando a mulher como objeto.
 
Nesse contexto, a internet abre espaço para organização e difusão de informações alternativas, na avaliação da pesquisadora do Núcleo de Estudos sobre Marcadores Sociais da Diferença da Universidade de São Paulo Beatriz Accioly. De acordo com ela, as redes sociais permitem a divulgação de informações sobre direitos e cidadania de uma forma que não era possível há poucos anos. “As redes sociais, mais do que as mídias tradicionais, têm esse potencial subversivo de resistência e empoderamento, das mulheres se reunirem em redes”, analisou.
 
22/5/2015
Fonte: Geledés Instituto da Mulher Negra

Menina estuprada por 3 em escola pediu 'desculpa' para a mãe

  

Em São Paulo

"Minha primeira atitude foi cobrir a minha filha com todo o amor que eu tenho." Foi desta forma que a mãe da estudante de 12 anos, estuprada por outros três adolescentes dentro do banheiro de uma escola estadual no Jardim Miriam, na zona sul de São Paulo, reagiu aos pedidos de desculpa da menina ao dizer para a família que havia sido vítima de um ataque sexual que durou 50 minutos.
 
"Ela só me pedia desculpas e se sentia muito culpada pelo que tinha acontecido com ela. Nós da família estamos sofrendo muito, mas quem fecha os olhos e se lembra de tudo o que acontece é ela, por isso vamos continuar dando todo o nosso amor para que ela volte ser contagiada por sentimentos bons", disse a mãe da vítima. A aluna da 7ª série do ensino fundamento da Escola Estadual Leonor Quadros, foi estuprada na tarde do último dia 12. Nos dias seguintes ao ataque, um dos adolescentes que participou da agressão sexual, ainda procurou a menina no Facebook.
 
"Ele mandou uma mensagem dizendo que não tinha sido ele. Minha filha ainda teve o sangue frio de responder, falando que olhou nos olhos dele e sabia muito bem o que o menino tinha feito." Filha de família evangélica, a estudante fazia aulas de break na igreja que a família frequenta, além de participar de um grupo de dança de rua. Caseira, a menina gostava de ouvir música, assistir programas de culinária e tinha o sonho de ser psicóloga.
 
"Meu medo é que tenham tirado o brilho da minha filha. Ela é apenas uma criança linda, sem maldade nenhuma e que agora passa o dia na cama sentindo os efeitos colaterais dos remédios que precisa tomar. O corpo dela ainda é muito frágil para tanto medicamento", contou a mãe. Por um mês, a menina que até então era virgem, terá que ingerir coquetéis para não engravidar ou pegar doenças sexualmente transmissíveis.
 
Após ser estuprada, a vítima saiu do banheiro masculino por um portão que dá acesso ao pátio e procurou um inspetor. Segundo a mãe, o funcionário achou que a menina estivesse cabulando aula e a fez aguardar no local. "Nessa hora, ela desmaiou e só então a escola teve noção do que tinha acontecido." A jovem foi colocada dentro de um ambulância do Serviço de Atendimento Médico Ambulatorial (Samu).

 
Primeiro, foi levada ao Hospital Municipal Doutor Arthur Saboya, no Jabaquara, também na zona sul, para só depois ser encaminhada para o Hospital Pérola Byington, especializado no atendimento às vítimas de violência sexual. O caso foi registrado no 78º DP (Jardins), o mais próximo da unidade de saúde e, em seguida, encaminhado para o 97º DP (Imigrantes) que é responsável pela investigação.
A Secretaria de Estado da Educação disse que abriu uma "apuração preliminar para averiguar a conduta da direção da escola". Para a mãe, a unidade de ensino foi omissa. "Eles tinham que ter acreditado nela na hora e chamado a polícia. Se o estupro não tivesse saído na imprensa, o caso não estaria sendo esclarecido com a mesma velocidade dos último dias. Bastava alguém ligar para o 190."
 

Vulnerável

Apenas um dos adolescentes conhecia a vítima. Segundo a mãe, a filha disse que foi ele quem liderou o ataque e incentivou outros dois jovens a participarem do estupro. "Eles tiraram toda a roupa dela. Nessa quase uma hora que ela ficou no banheiro, em nenhum momento ela desmaiou. Infelizmente ela se lembra de tudo o que aconteceu." Os adolescente faziam uma espécie de revezamento. Enquanto um segurava a porta, outros dois estupravam a menina.
 
No dia seguinte, a estudante ainda teve que voltar na escola. O diretor da unidade mostrou fotos dos meninos. A vítima reconheceu na hora, teve uma crise de choro e foi levada para casa imediatamente pela mãe e um tio. Nesta terça-feira, 19, a jovem foi no 97º DP prestar depoimento pela primeira vez. No local, ela fez o reconhecimento fotográfico de um dos adolescentes. Os policiais precisaram deixar os dois em ambientes separados, já que o menor chegou à delegacia enquanto a estudante ainda estava no local.
 
Nesta quarta-feira, 20, a Polícia Civil deve encaminhar um inquérito para a Vara da Infância e Juventude, órgão responsável por pedir a internação dos adolescentes na Fundação Casa. O laudo médico comprovou que a estudante ficou com ferimentos na região genital. Pouco antes do caso ser divulgado, um dos menores se mudou com a família e até agora não foi localizado.
 

Pastoral da Mulher de Juazeiro monta stand com mostras do trabalho realizado.

Aproveitando a participação no XII Encontro da Rede de Pastoral Oblata, a equipe da Pastoral da Mulher esteve demonstrando um pouco de seu trabalho com mostra de seus materiais de abordagem e símbolos que representam a caminhada e as mulheres em situação de prostituição.

Também algumas fotos foram expostas, retratando um pouco das atividades realizadas na sede para os demais integrantes do encontro vindos dos demais projetos Oblatas no Brasil e ainda dos países Uruguai e Argentina.

Confiram algumas fotos:






Brasil registra três queixas de abuso sexual de crianças por hora

A cada hora quase três denúncias de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes foram registradas no país ao longo de 2014 pelo Disque 100, serviço gratuito de denúncia por telefone do governo federal. Esta segunda-feira (18) marca o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.
No ano passado, 24.575 queixas desses crimes foram recebidas pelo serviço de denúncia, sendo 19.165 referentes a abuso sexual e 5.410 de exploração sexual. Foi uma média de 67 notificações por dia, segundo dados fornecidos pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.
São Paulo foi o Estado que apresentou a maior quantidade de denúncias tanto de abuso quanto de exploração sexual. No entanto, Santa Catarina liderou o ranking quando se leva em consideração a taxa de queixas de exploração a cada cem mil habitantes (20,8). Já o Distrito Federal ocupa o topo da lista com maior índice de denúncias de abuso por cem mil pessoas (65,8).
O abuso sexual ocorre quando a criança ou o adolescente é obrigado por um adulto a manter práticas sexuais, com ou sem contato físico. Já a exploração sexual é a relação sexual com criança ou adolescente que envolve o pagamento por meio de dinheiro ou benefícios.  

Redução nas denúncias

Em 2014, o Disque 100 registrou uma queda na quantidade de denúncias de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes em relação ao ano anterior. A redução foi de 28% nas queixas de abuso e de 25% nas de exploração.
Itamar Gonçalves, gerente de projetos da ONG Childhood Brasil, diz acreditar que ocorreu uma diminuição no número de casos, principalmente de exploração, como resultado de um trabalho conjunto que tem sido feito por governos e sociedade civil.
"Nós observamos uma reação bastante forte da sociedade civil organizada assim como dos governos, com um conjunto de ações para enfrentar essa situação. Há desde 2005 um engajamento contra a exploração sexual de crianças e adolescentes", afirma.
Para Flávio Debique, gerente técnico de Proteção Infantil e Incidência Política da ONG Plan International Brasil, as queixas são a ponta do iceberg de um problema maior. "As denúncias revelam uma parte dessa realidade porque a maioria dos casos não chega a ser denunciada", diz.
Gonçalves afirma que a subnotificação de casos ocorre especialmente quando se trata de abuso sexual. "A gente imagina que o abuso seja subnotificado porque ocorre na maioria das vezes no contexto da família, da comunidade. Acreditamos que esses números não traduzem o que de fato acontece", defende.

Denúncia

Casos de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes podem ser denunciados por diversos meios. O Disque 100 é um serviço gratuito e que não exige que o denunciante se identifique.
Queixas desses tipos de crime podem ser feitas também nos conselhos tutelares dos municípios, nas delegacia da Polícia Civil, promotorias de Justiça, além dos Cras (Centro de Referência da Assistência Social) e Creas (Centro de Referência Especializado de Assistência Social). 
Fonte: http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2015/05/18/tres-queixas-de-abuso-e-exploracao-sexual-de-criancas-sao-feitas-por-hora.htm

Equipe da Pastoral da Mulher de Juazeiro participou do XII Encontro da Rede de Pastoral Oblata

Com o tema “Educação e Assistência Social à Luz da Espiritualidade Oblata” teve início na noite do dia 12 de maio, o XII Encontro da Rede de Pastoral Oblata, que reuniu as Unidades: Pastoral da Mulher de Juazeiro/BA, Pastoral da Mulher de Belo Horizonte/MG, Força Feminina de Salvador/BA, Unidade Antonia de Santo Amaro/SP, Casa Abierta de Montevidéu/Uruguai, Puerta Abierta e La Casita de Buenos Aires/Argentina.  Além delas, contou com a participação de agentes da Pastoral Vocacional, da Secretária da Sede Administrativa e de irmãs da Comunidade Nazaré do Rio de Janeiro.

Iniciando o encontro, Ir. Lúcia Alves, vice-provincial deu as boas vindas e situou o sentido e o significado do trabalho em rede, assim como a construção e objetivo do encontro. Em seguida foi apresentado o vídeo com uma mensagem da Ir Roseli Consoli, Conselheira Geral/Madrid, e logo após a Agente Social da Pastoral de Belo Horizonte, Lucinete Santos, reforçou as boas vindas para as equipes que, mais uma vez, estão presentes no Encontro da Rede Oblata para receber e compartilhar conhecimentos vividos na realidade da prostituição em cada cidade onde estão inseridas as Unidades Oblatas.

Dando continuidade, Valtemi Galdino, Trabalhador Social da Unidade Força Feminino e Lucinete Santos, conduziram dinâmicas com os/as participantes que construíram uma rede dando nós entre cordões que foram distribuídos, simbolizando a construção conjunta da Missão Oblata.

Encerrando a noite, Fernanda Lins, coordenadora da Pastoral da Mulher de Juazeiro, convidou todos e todas, a pegarem uma lembrança que estava nomeada e distribuída aleatoriamente nas cadeiras das/os participantes e entregarem a quem estava destinado, compartilhando um abraço.

Conforme programado para o dia 13 de maio, os participantes da Província Santíssimo Redentor, que inclui os projetos de Argentina, Brasil e Uruguai iniciaram as atividades com um momento de mística, fazendo memória ao Dia de Nossa Senhora de Fátima e Abolição da Escravatura. Logo após, foi feita a leitura de fragmentos do livro “A venerável Madre Antonia – A Pedagogia do Amor”, onde todos foram convidados a refletir “como aconteceu o chamado pessoal para essa missão?”

Dando início a palestra da manhã, Ana Paula Santos, Pedagoga e integrante da Pastoral da Mulher de Juazeiro, apresentou a reflexão sobre o processo educativo a partir da realidade, nos âmbitos: formal, informal e não formal. Dessa forma, foi observado que os vínculos através da educação são estratégias que permitem a aproximação com as mulheres promovendo um diálogo natural.

Na parte da tarde, Fernanda Lins, Assistente Social e Coordenadora da Pastoral da Mulher de Juazeiro, convidou a todos para assistirem a apresentação teatral “`Projetos Oblatas no Tribunal”, encenada pel@s integrantes de tod@s os projetos Oblatas do Brasil. Em seguida, deu continuidade abordando o tema “A assistência social à luz da espiritualidade Oblata”.

Entre explanações e questionamentos que fizeram os participantes rememorarem e renovarem a forma de atuação do trabalho social junto às mulheres em situação de prostituição, Fernanda Lins solicitou do grupo, numa forma dinâmica e reflexiva, que pensassem na assistência social à luz da espiritualidade utilizada na missão Oblata.

A provocação trouxe respostas, a exemplo de: luta pela garantia de direitos das mulheres, princípio da dignidade humana, verdadeira vivencia da espiritualidade Oblata, o protagonismo das mulheres, o processo de continuidade do trabalho com as mulheres, a fim de atingir os poderes públicos para manter o atendimento adequado dos benefícios direcionados às mulheres que são público dos projetos Oblatas. “Estamos imbuídos/as numa espiritualidade Oblata que nos faz diferentes”, comentou Fernanda.

Encerrando as atividades do dia, as noviças Ana Paula de Assis, Priscila Fernandes, Luiza Pralon e Evelyn Caroline conduziram um momento de oração.  A noite, os participantes terão um passeio pelo Centro Histórico de Salvador (Pelourinho).

No dia 14/05 a Irmã Manuela Piñeres abordou a Espiritualidade Oblata, falando do caminho de misericórdia percorrido por nossos fundadores desde a origem e que hoje agir com misericórdia não significa tratar as mulheres com pena, ou caridade,  mas  ser sensível a realidade, perceber as potencialidade de cada mulher e lutar em conjunto em prol de uma melhoria em suas vidas. 

A noite os grupos se confraternizaram na noite cultural, regada  a música, boas conversas e partilha de comidas típicas dos locais. 

No dia 15/05 o grupo traçou estratégias a nível de projetos e de rede para dar continuidade ao estudo do tema, além de sugerirem temas para o próximo encontro da Rede em 2016. 

O encontro aconteceu no Centro de Treinamento de Líderes em Itapuã, Salvador/BA.





Ana Paula Santos explanando sobre "Educação".
Apresentação teatral "Projetos Oblatas no Tribunal".
Fernanda Lins abordando a "Assistência Social".
Encerramento das palestras com o momento de oração.