MOMENTO FITNESS - Cuidando da saúde das mulheres.

Desde o mês de fevereiro as mulheres atendidas pela Pastoral vem cuidando da saúde de uma maneira divertida. Através de aulas de zumba onde se trabalha os mais diversos tipos de ritmos musicais, as mulheres vem sendo estimuladas a cuidar de sua saúde, sendo ainda acompanhadas por nutricionista, realizando aferição de pressão e medição das circunferências abdominais.

Aos poucos essa atividade vem sendo divulgada por elas e agregando um maior número de pessoas. Também a atividade estará se expandindo nas comunidades onde há grupos de mulheres acompanhadas pela Pastoral, no bairro Itaberaba - Grupo Mulheres Borboletas e no bairro Antônio Conselheiro - Grupo GMEL.

Além disso, com a parceria de alguns profissionais de saúde do município, como a nutricionista Lidiane, as mulheres vem sendo orientadas para obter novos hábitos alimentares e assim melhoria na saúde. Através da medição de peso, medidas de abdômen e altura é possível calcular a porcentagem de gordura que elas tem em excesso ou que precisam ganhar. O acompanhamento será contínuo para que elas alcancem os resultados esperados.

Confira algumas fotos:








Parlamento francês analisa proposta de lei sobre prostituição

O Senado francês começa nesta segunda-feira a examinar um projeto de lei que visa reforçar a luta contra a prostituição, o que leva a uma discussão sobre quem punir, as prostitutas ou seus clientes.
 
Várias centenas de prostitutas, em sua maioria chinesas ou transgêneros de origem sul-americanas, protestaram em Paris no sábado contra as alternativas e qualquer criminalização da prostituição.
 
O texto previa inicialmente punir o pagamento de ato sexual com uma multa de 1.500 euros (cerca de R$ 5.000) e revogar o delito de solicitação de prostituição, muito criticado. Modificado em comissão, agora pretende manter o delito de solicitação, que existe desde 2003.
 
Esta medida tem o apoio de organizações que fazem campanha para a abolição da prostituição, mas é criticada por prostitutas e as ONGs que as ajudam, como os Médicos do Mundo (MDM) e Act-up.
 
O temor é que as prostitutas entrem na clandestinidade e, desta forma, sejam menos protegidas.
 
Os defensores do texto inicial, inspirado pelo exemplo da Suécia, que pune clientes de prostitutas desde 1999, consideram necessário inverter as responsabilidades e considerar as prostitutas como vítimas e não como criminosas.
 
Desde 2003, a lei francesa pune "o ato, por qualquer meio, incluindo passivo, de oferecer publicamente relações sexuais mediante remuneração". O delito é punível com pena de prisão de dois meses e uma multa de EUR 3.750.
 
As associações estimam que esta medida, destinada a combater as redes de tráfico sexual, tem estigmatizado e deixado em situação precária as prostitutas, muitas vezes vítimas de "assédio" ou detenções "abusivas".
 
A proposta de lei debatida também prevê o reforço da luta contra o proxenetismo, um auxílio às vítimas e uma política de prevenção para os jovens, entre outras medidas.
 
Na França, a prostituição é legal e estima-se em 30.000 o número de prostitutas, a maioria delas estrangeiras.
 

Prostitutas fazem ato em Paris contra criminalização da prostituição

Manifestantes criticaram projeto de lei em análise no Parlamento.
França conta com cerca de 30 mil prostitutas, em sua maioria estrangeiras.

Da France Presse
Manifestantes criticaram projeto de lei em análise no Parlamento (Foto: Jacques Demarthon/AFP)Manifestantes criticaram projeto de lei em análise no Parlamento (Foto: Jacques Demarthon/AFP)

Centenas de prostitutas reuniram-se neste sábado (28) na região de Pigalle, em Paris, para protestar contra a criminalização da prostituição na França - debatida a partir de segunda-feira no parlamento.
 
As manifestantes, a maioria chinesas ou pessoas transgênero de origem sul-americanas, desfilaram da praça de Pigalle até Belleville, duas regiões tradicionais da prostituição na capital parisiense, a convite de diversas associações.
 
Escondidas atrás de máscaras, chapéus ou cachecóis, as manifestantes se opuseram a um projeto de lei que será avaliada nas próximas segunda e terça-feira pelos senadores.
 
O texto previa inicialmente punir o pagamento de ato sexual com uma multa de 1.500 euros (cerca de R$ 5.000) e revogar o delito de solicitação de prostituição, muito criticado. Modificado em comissão, ele agora pretende manter o delito de solicitação, que existe desde 2003.
 
"Somos contra a criminalização dos clientes e contra o crime de solicitação", resumiu Aying, presidente de uma associação de prostitutas chinesas.
 
Para as associações, o crime de solicitação de prostitutas precarizou e estigmatizou as prostitutas, vítimas assédio e prisões abusivas.
 
"A prostituição é legal na França", insistiu Franceline Lepany, da associação dos Amigos do ”nibus das Mulheres. "Este projeto de lei quer estigmatizar ainda mais as prostitutas".
 
"Precisamos enfrentar a máfia, e não as mulheres. Foi um pulo para trás. Tudo isso para dar um verniz de bons modos à nossa sociedade", criticou a senadora ecologista Esther Benbassa, que foi à passeata prestar seu apoio.
 
"Por que prejudicar a liberdade de dispor de nossos corpos em um país democrático?", lançou Ornella, profissional do sexo da famosa rua Saint-Denis. "Não vamos misturar as tradicionais, que escolheram voluntariamente a prostituição" e as que são vítimas de redes mafiosas, insistiu.
 
Na França, onde a prostituição é legal, estima-se em cerca de 30 mil o número de prostitutas, em sua maioria estrangeiras vindas especialmente da Europa Oriental, África, China e América do Sul.
 

Ela merecia", diz homem que levou cabeça da namorada à delegacia em SP

Após matar a namorada de 16 anos, na quinta-feira (26), o ajudante-geral José Ramos dos Santos, de 23 anos, se entregou à Polícia Civil na noite de sábado (28), por volta das 19h. A surpresa dos plantonistas do 1º DP (Sé) foi quando Santos abriu a mochila que carregava e mostrou a cabeça da vítima, que estava grávida de 7 meses.
 
O ajudante contou ter matado e decapitado a adolescente Shirley Souza após ela confessar uma traição. "Havia saído com um amigo nosso na véspera do Natal e no Ano-Novo", relatou Santos no 8º DP (Brás) - que atendeu o caso por ter delegado plantonista. O assassino não mostrou arrependimento. "Ela merecia morrer, sim. Mas depois percebi que a família dela não merecia isso", relatou.
 
Santos atravessou 30 quilômetros com a cabeça da vítima em sua mochila. Ele saiu do bairro da Pedreira, no extremo sul, e tomou duas linhas de ônibus, por quase 30 quilômetros, até chegar à delegacia da rua da Glória, na Liberdade.
 
Antes de mostrar a cabeça, Santos contou como havia matado a namorada dois dias antes. Ele havia se encontrado com ela na casa do irmão, na rua Thomas Linley, no Jardim Itapura, região da Pedreira. Os dois estavam tentando reatar, após sucessivas brigas.
 
Logo, em uma crise de ciúmes, Santos começou a questionar Shirley sobre eventuais traições. "E ela confessou ter saído com o Eduardo. Era um amigo nosso", contou o assassino. Em seguida disse que a jovem poderia "ficar tranquila", que nada aconteceria. Enquanto ela estava tomando banho, o ajudante entrou no banheiro e começou a estrangulá-la.
 
A adolescente desmaiou e, como estava gelada, Santos achou que estava morta. Em seguida foi à cozinha, pegou "uma faca Tramontina branca" e começou a cortar seu pescoço. A cabeça foi guardada em um saco plástico. O resto do corpo foi embrulhado em um edredom e guardado dentro de um armário, ao lado de um botijão de gás.
 
Na sexta-feira, quase 24 horas após o crime, o irmão de Santos começou a reclamar do mau cheiro na casa. O ajudante então resolveu jogar o corpo em uma viela do bairro. Quando percebeu que os vizinhos tinham achado o cadáver, no sábado à tarde, decidiu ir à polícia e se entregar. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".
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Corpo da jovem de 16 anos foi encontrado em uma viela (Foto: Reprodução/Rede Record)


Fonte: http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2015/03/30/homem-mata-namorada-gravida-e-entrega-cabeca-na-delegacia-da-se.htm

Pastoral da Mulher realiza Roda de Conversa acerca da saúde da mulher

Atividades nesta linha servem para esclarecer e reforçar as formas de cuidado com o corpo.
 
No último dia 24 de março, aconteceu na sede da Pastoral da Mulher de Juazeiro, mais uma roda de conversa cuja temática foi saúde da mulher, com a mediação da enfermeira Denise Alcantara, trabalhadora da Unidade básica de Saúde do Caíque.
 
O objetivo da formação foi proporcionar espaços de orientação acerca da saúde feminina (câncer de mama e de colo de útero) e doenças sexualmente transmissíveis, visando possibilitar a mulher o conhecimento e condições de acesso à rede de serviços sócio assistenciais e de saúde.
 
Denise esclareceu para as mulheres, as formas de tratamento das doenças e a importância da prevenção, além de ter explicado sobre a necessidade de elas conhecerem os locais de referência para tratamento e prevenção da saúde, como exemplo citou o Instituto Ivete Sangalo, que realiza exames de câncer de mama e incentivou que todas buscassem as Unidades Básicas de Saúde da área ou bairro que reside.
 
Para a Pastoral da Mulher, atividades nesta linha servem para esclarecer e reforçar as formas de cuidado com o corpo. Além disso, a equipe vem buscando conhecer e encaminhar as mulheres atendidas para os espaços de saúde como forma de potencializar a prevenção.
 
As mulheres avaliaram positivamente o evento, valorizando a oportunidade de obter maiores informações sobre o assunto e a formação contou com a participação de oito mulheres.
 
 
 
Fonte: Pastoral da Mulher

Agentes americanos participaram de festas com prostitutas pagas por tráfico

Eventos ocorriam em escritórios alugados pelo governo dos Estados Unidos

Washington - Agentes que trabalham na Agência Antidrogas dos EUA (DEA, na sigla em inglês) participaram, por vários anos, de "festas de sexo com prostitutas, financiadas por narcotraficantes no exterior", segundo informe da Justiça local divulgado ontem (25/3).

As festas teriam ocorrido durante "um período de vários anos", nos escritórios que o governo dos EUA alugava em um país não identificado no documento.

Durante as festas, de acordo com as investigações, a polícia local protegia as armas e propriedades dos agentes a serviço dos EUA.

Além disso, em depoimentos, policiais locais contaram que, ao solicitar prostitutas, pelo menos três supervisores da DEA receberam dinheiro, presentes e armas de membros dos carteis de droga.

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A investigação surgiu após escândalo em que um grupo indeterminado de agentes da CIA, supostamente, contratou prostitutas em Cartagena, na Colômbia, às vésperas da chegada do presidente dos EUA, Barack Obama, à Cúpula das Américas, em abril de 2012.

O caso envolvia mais de 20 pessoas, entre agentes e pessoal militar, que foram a Cartagena para preparar a visita de Obama.

Nos EUA, o Departamento de Justiça tentava determinar os procedimentos em curso na DEA e outras agências federais investigar acusações de "conduta sexual inapropriada" entre seus agentes.
 
 

Força-tarefa empareda hotel por incentivo à prostituição

Estabelecimento do Centro de Santos descumpriu embargo e foi concretado
 
 
 
Um dos hotéis fechados na semana passada, no Centro de Santos, descumpriu o embargo imposto pela Prefeitura e foi emparedado nesta quinta-feira (26).
 
O imóvel, na Rua Brás Cubas, 64, funcionava com hospedaria, mas, além de não ter alvará de funcionamento, apresentava indícios de incentivo à prostituição e precárias condições de higiene. No local, foram encontrados entorpecentes.
 
Durante a operação, uma equipe da Terracom, responsável pela limpeza urbana, retirou lixo e entulho que encheram dois caminhões. Fiscais da Secretaria de Saúde ainda desinsetizaram o prédio para prevenir a criação de possíveis focos do mosquito da dengue.
 
Depois, funcionários da Secretaria de Serviços Públicos concretaram as entradas e saídas do imóvel, bem como portas e janelas.
 
Na semana passada, uma força-tarefa fechou cinco estabelecimentos que, de acordo com a Prefeitura, funcionavam como prostíbulos.
 

E o machismo que chegou até o nome do esmalte?

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Desta vez, a Risqué conseguiu se superar quanto ao nome dos esmaltes em sua nova coleção. Batizada de “Homens que Amamos”, a ideia era fazer uma homenagem às mulheres e, por isso, a campanha escolheu fazer um tributo, no mínimo, controverso: destacou pequenos gestos diários dos homens que, segundo a marca, agradam as mulheres.


E deu MUITO errado.


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Tons de cinza, vermelho e azul que tinham tudo para conquistar as consumidoras foram batizados de “André fez o jantar”, “Zé chamou pra sair”, “Fê mandou mensagem”, “Guto fez o pedido”, “João disse eu te amo” e “Léo mandou flores”. Perto desses nomes, os clássicos da bizarrice como “Azulcrination”, “Manjar de tapioca”, “Marshmallow de alfazema” e “Nunca fui santa” passam batido, concorda?
 
A marca explica assim, ó:
“Inspirada nos homens que fazem a diferença na vida das consumidoras e unindo dois dos assuntos queridinhos das mulheres, homens e esmaltes, nós apresentamos a Coleção Risqué Homens que Amamos. Um tributo aos pequenos gestos diários dos homens”
 
Ainda de acordo com a Risqué, em post publicado em seu Facebook oficial, a coleção foi feita “para homenagear as mulheres” e, por isso escolheu “seis atitudes que fazem qualquer mulher mais feliz”.
 
E é aí que está o problema. A ideia de homenagear as mulheres e vender um produto é válida, sim. Mas a pergunta que não sai da minha cabeça, neste caso, é: como é possível que quem desenvolveu a linha de esmaltes, com o objetivo de homenagear as mulheres, não pensou em destacar o esforço que cada uma faz ao transformar a própria realidade – como mães, trabalhadoras, estudiosas, cientistas, etc – e, que enfrentam dificuldades impostas por uma lógica machista no dia a dia simplesmente por ser… mulher?
 
Não à toa, a hashtag #homensrisque ficou entre os tópicos mais falados do Twitter e causou movimentação – e indignação – popular nas redes sociais.

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Concordo muito com a jornalista e escritora Daniela Lima, do blog Feminismo à Esquerda. Segundo ela, a peça publicitária da marca “quer vender o desejo construído numa sociedade heteronormativa de que a mulher existe para o olhar e o desejo do homem”. Tanto que, em uma das peças, é dito que os homens são “o assunto número 1 das nossas conversas”, alimentando um estereótipo de que “ser mulher” é viver em função do desejo do homem.

É só por isso que se interessam as mulheres? 
É isso que as mulheres amam nos homens? 
É assim que o universo feminino funciona? 
Para homenagear as mulheres, vamos falar dos homens?
 
Seria muito melhor se o André, o Zé, o Fê, o Guto, o João e o Léo não tratassem a mulher como objeto, pagassem pensão aos filhos – e assumissem suas responsabilidades enquanto pais, não relutassem em usar camisinha, não encoxassem no ônibus, entendessem que o “não” é “não”, que roupa não é convite, que ninguém pede para ser estuprada, que “fiu fiu” não é elogio, e que acima de tudo lavar louça, dizer eu te amo, mandar mensagem, comprar flores, chamar para sair e fazer o jantar não santifica ou mata ninguém. E que, definitivamente, todas as mulheres merecem ser respeitadas. Simples assim.

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(via Não me Kahlo)

A Risqué prometeu uma retratação, mas até o horário da publicação deste blog a empresa não se pronunciou. Enquanto isso, esta ~internet maravilhosa~, já tratou de fazer um manifesto contra os nomes dos esmaltes. Com vocês, os produtos que a Risqué deveria ter feito:

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24/3/2015
Fonte: Geledés Instituto da Mulher Negra

Legislação de proteção à mulher avança, mas ainda enfrenta obstáculos

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Levantamento divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) constata que a Lei Maria da Penha teve impacto na diminuição de cerca de 10% da taxa de homicídios domésticos em relação à última projeção, realizada em 2006, ano em que a Lei 11.340/06 entrou em vigor. Enquanto a taxa de homicídios de homens ocorridos em casa continuou aumentando, a de mulheres permaneceu no mesmo patamar.
 
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Especialista afirma que redução dos homicídios domésticos de mulheres é apenas um passo na legislação.

Para a assistente social Michelle Dias, membro da Comissão de Instrução do Conselho Regional de Serviço Social de São Paulo (CRESS-SP), a estatística é positiva, mas representa apenas um passo na legislação de proteção à mulher. "A Lei Maria da Penha é uma normativa completa, que abraça desde a esfera protetiva, de punição, até a reeducação dos homens que cometem agressão e a prevenção dos crimes domésticos. Ainda assim, o fenômeno da violência contra a mulher persiste, agravado pela estrutura da nossa sociedade”, comenta.
 
Questão social
 
A explicação para a persistência desse problema estaria na desigualdade social. Segundo a assistente, a própria Lei Maria da Penha encontra dificuldades de aplicação por conta do cenário brasileiro, mesmo com a redução no número de mortes. "Existe uma precarização no atendimento dessas vítimas, tanto na delegacia, na hora de preencher o boletim de ocorrência, quanto no Judiciário, que julga os processos. A própria questão dos abrigos reflete essa condição. Nesses locais, já sucateados, a mulher que sofreu violência divide espaço com outras em situação de rua ou dependentes químicas, algo fora das portarias e normativas que regem os abrigos”, conta Michelle.
 
Para a assistente social, a situação ainda tem o agravante da desigualdade sexual. Ela esclarece que os efeitos da ausência do Estado, que falha em fornecer/prover condições mínimas de segurança, educação e saúde, são sentidos de forma mais intensa pelas mulheres. "Os problemas sempre recaem sobre elas. Um exemplo é a questão da falta d’água, que fecha creches e escolas. Com o trabalho nas periferias da capital, podemos ver que na maioria dos casos é a mãe que precisa faltar ao trabalho nessas ocasiões”, diz.
 
Condições de defesa
 
A representante do CRESS-SP explica que o enfrentamento da violência passa obrigatoriamente pela redução da vulnerabilidade da mulher. No atendimento às vítimas, por exemplo, um trabalho em conjunto entre assistentes sociais, psicólogos e juristas busca fortalecê-las para enfrentar essa condição.
 
"A mulher que sofre violência doméstica acaba perdendo o vínculo com a família e muitas vezes é impedida pelo próprio companheiro de trabalhar. A ausência de um Estado protetor, que possa suprir suas necessidades básicas e ajudá-la, impede que muitas mulheres consigam se retirar dessa situação. Nosso papel é dar condições mentais e legais para que elas possam se defender de seus agressores, saindo da posição de vulnerabilidade que as encarcera”, finaliza a assistente social.
 

Pastoral da Mulher participa do encontro formativo do Fórum Permanente de Saúde Mental Álcool e outras drogas.


No dia 24 de março ocorreu mais um encontro do fórum permanente de saúde mental álcool e outras drogas sob supervisão do cientista social e mestre em educação de Dênis Petuco. Com a união dos munícipios Petrolina e Juazeiro, o encontro ocorreu com profissionais das áreas saúde, assistência social e segurança. O fórum aconteceu no Centro de Convenções, no auditório da Secretaria Municipal de Educação em Petrolina.

A proposta desse fórum foi realizar o realinhamento conceitual da droga e seu uso, a fim de que os profissionais pudessem se aprofundar em questões da drogadição. Dessa forma, Denis explanou sobre o aspecto histórico da existência das substâncias psicoativas na sociedade.

Houve a retomada histórica, o professor falou sobre o jeito grego e romano em pensar os prazeres e o cuidado.  Denis apresentou o século XIX e XX, como: droga e o sujeito moderno, sendo o início de contração do princípio ativo das plantas. Apresentado o século XX como o das sensações: onde as pessoas tinham acesso a várias sensações em determinados aspectos: drogas, o cinema, os parques de diversões, os remédios...

O século XX ficou marcado também como período da redução de danos, onde iniciou em alguns países políticas para reduzir os danos da droga. No Brasil a cidade de Santos foi pioneira, onde os redutores buscavam alternativas para diminuir o efeito das drogas. Vele destacar que Denis apresentou os variados tipos de substâncias desde as lícitas como as ilícitas.

 Para a trabalhadora social Railane Delmondes foi um momento importante de formação visto que foi possível se aprofundar nos aspectos que permeia o uso de drogas e entender como podemos trabalhar frente ao crescimento do uso e que ações e políticas existe nos municípios Juazeiro/Petrolina.

 A proposta do fórum é fazer um trabalho articulado entre as duas cidades, visando a garantia de direitos e um melhor cuidado com a saúde.

 


 Fonte: Pastoral da Mulher

Com campanha sexista, linha “Homens que Amamos” da Risqué gera polêmica

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Com uma campanha recheada de machismo e sexismo, a nova linha de esmalte Outono/Inverno 2015 da Risqué “Homens que Amamos” está gerando polêmica em redes sociais como o Twitter.
 
 
Controversa, a linha que se diz inspirada “nos homens que fazem a diferença na vida das consumidoras” traz um texto que, além de objetificar homens,  generaliza e futiliza mulheres, reduzindo suas expectativas e paixões a “homens” e “esmaltes”.

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Sem contar que se trata de um produto feminino com ênfase no homem (Oi?). Será que até mesmo na hora de pintar nossas unhas, e de comprar nossos próprios produtos, não podemos pensar somente em nós mesmas? Devemos ser gratas aos homens nestes nossos momentos? (Oi?). Estranho, para dizer o mínimo.
 
Dentre as “homenagens”, ou como a própria marca diz “tributo” aos homens, temos, no lugar das cores, títulos como “Risqué André fez o jantar”, “Risqué Fê mandou mensagem” e “Risqué João disse eu te amo”. Fazer o jantar não deveria ser considerado como uma gentileza, mas sim uma obrigação, ou pelo menos algo comum- afinal, até quando mulheres serão responsabilizadas pelas tarefas da casa? Se os papeis fossem invertidos, fazer o jantar ainda seria considerado uma gentileza? E o que há de tão especial em demonstrar sentimentos?
 
Não precisamos nem dizer que a reação da internet – sempre a internet – que nunca perdoa vacilos como este, foi instantânea. Tuítes hilários questionaram a publicidade duvidosa da marca:

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23/3/2015
Fonte: Geledés Instituto da Mulher Negra


Suécia avalia eficácia de lei de combate à prostituição

  
 
Não muito longe de um clube noturno, três mulheres se agrupavam para enfrentar o frio em uma esquina. Quando um homem passou, as mulheres, em sueco e inglês capenga, tentaram atraí-lo para comprar sexo.
 
Nesta rua na segunda maior cidade da Suécia, a mesma cena se desenrola toda sexta-feira à noite. Até recentemente, Daniella, 34, que foi trazida da Romênia por um cafetão dez anos atrás, fazia parte dela.
 
Daniella, que pediu que seu nome completo não fosse usado, abandonou essa vida. Depois que seu "patrão" foi preso, ela recorreu a um grupo de voluntárias para encontrar uma maneira de deixar as ruas e se tornar parte do declínio da prostituição na Suécia.
 
A lei sueca que criminaliza somente a compra de sexo, não sua venda, aliada ao fortalecimento da rede de assistência às mulheres que querem deixar a prostituição, foi considerada um sucesso e um modelo para outros países desde sua adoção, em 1999. Um estudo divulgado em 13 de março concluiu que a prostituição nas ruas foi reduzida em mais da metade desde 1995.
 
A Noruega e a Islândia adotaram legislação semelhante em 2009, e importantes políticos britânicos pediram o mesmo. No ano passado, o Parlamento Europeu resolveu "reduzir a demanda por prostituição punindo os clientes".
 
Enquanto a Suécia avalia as lições de sua abordagem, entretanto, o país continua enfrentando as questões que poderiam limitar o progresso na redução da prostituição e do tráfico sexual, incluindo os efeitos da tecnologia no mercado do sexo e os direitos das prostitutas.
 
Uma revisão da pesquisa sobre a legislação, encomendada pela Associação Sueca para Educação em Sexualidade à Universidade de Malmo, descobriu que não está claro em que medida os telefones celulares e a internet, e não a lei, podem ter acelerado a redução da prostituição nas ruas, ao juntar compradores e vendedoras eletronicamente.
 
O estigma contra as prostitutas continua generalizado, e elas têm medo de serem despejadas de suas casas ou de perderem a custódia dos filhos.
 
A lei está obrigando as mulheres que vendem sexo a viver situações perigosas, disse o documento, afirmando que as transações tornaram-se mais rápidas e furtivas, porque os homens têm medo da polícia, levando as mulheres a saltar para dentro de carros sem antes verificar se o motorista está bêbado, drogado ou representa alguma ameaça.
 
A Associação Sueca para Educação em Sexualidade -conhecida como RFSU na sigla em sueco- disse que a lei aumentou o estigma e a discriminação, colocando as mulheres que vendem sexo em "uma posição ainda mais precária".
 
Alguns defensores da lei acusaram a RFSU de se aliar aos homens que compram sexo, fechando os olhos para o tráfico e a violência, tornando a prostituição respeitável e negando a posição de vítima às mulheres que são obrigadas a entrar no comércio.
 
O governo tem uma agência para ajudar prostitutas, mas "as garotas não confiam nela", disse Jonna Bostrom, fundadora do grupo de voluntárias Rosenlundstodet, que ajudou Daniella. "Somos irmãs para as garotas, as escutamos e não julgamos."


Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2015/03/1605227-suecia-avalia-eficacia-de-lei-de-combate-a-prostituicao.shtml

Mulher é decapitada pelo namorado por causa de troca de mensagens no celular

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Uma mulher foi assassinada a facadas pelo namorado, na madrugada desta quinta-feira, na pequena cidade de Angelim, no Agreste de Pernambuco. De acordo com a Polícia Civil, Patrícia Pereira da Silva, de 20 anos, foi morta por Renato Guilherme da Silva, de 24, que fugiu após cometer o crime, motivado por uma crise de ciúmes. Antes de desaparecer, o suspeito — que decapitou a vítima — confessou aos pais que havia matado a companheira.
 
Por Breno Boechat, do Extra 
 
— Antes de fugir de moto, ele passou na casa dos pais e disse: “Chamem a polícia, porque eu matei Patrícia”. Os pais então foram até a casa onde os dois moraram, viram que ele, de fato, tinha matado a mulher e chamaram a polícia. Ele segue foragido. As diligências continuam e a prioridade no momento é encontrar o rapaz, que deve ter fugido para Alagoas — explica o delegado responsável pelas investigações, José Renivaldo.
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Segundo a polícia, o crime aconteceu após uma briga entre Patrícia e Renato durante uma festa. O rapaz teria flagrado a namorada trocando mensagens com outro homem. De acordo com o delegado, ele tinha um comportamento agressivo com a companheira, principalmente quando apresentava ciúmes.
 
— Ele era muito ciumento e agressivo com ela. Os dois viviam discutindo, estavam sempre brigando. Ele flagrou ela de conversa no WhatsApp com outro homem, mandando mensagens e fotos e teve uma crise de ciúmes. Os dois brigaram e ele foi para casa. No quintal, pegou uma faca e matou a Patrícia com quatro facadas, decapitando ela. Foi um crime horrível — conta o delegado.
 
O crime comoveu a cidade de Angelim, que fica a menos de 10 km da divisa entre os estados de Pernambuco e Alagoas. O próprio delegado conta que se espantou com a notícia, já que conhecia Patrícia e Renato desde pequenos.
 
— Ninguém nunca esperou isso dele. É uma cidade pequena, todo mundo se conhece. Eu conhecia os dois desde pequenos, não imaginava isso. É um rapaz que tem uma família boa, tem policial militar na família, trabalhava. Realmente foi um crime que chocou a todos — lamenta.
 
O corpo de Patrícia foi encaminhado ao Instituto Médico Legal de Caruaru, cidade próxima a Angelim. Ainda não há informações sobre o enterro da jovem.
 
 
21/3/2015
Fonte: Geledés Instituto da Mulher Negra

 

Não devemos nada ao feminismo?

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Certa vez ouvi em um debate na televisão que as mulheres não deviam nada ao feminismo, uma vez que a conquista de direitos é um processo inerente ao avanço das democracias, e que, portanto, chegaríamos a uma legislação igualitária – como a que supostamente temos hoje – independente da atuação dos movimentos feministas.
 
Texto de Vivian Souza. Do Blogueiras Feministas 
 
Confesso que não estou segura quanto às palavras exatas pronunciadas pela defensora desta hipótese – uma mulher, aliás – mas me lembro que, na ocasião, não pude deixar de me surpreender. Somente uma pessoa que pertence ao estrato mais favorecido da sociedade pode acreditar que a ampliação de direitos é um processo natural dos regimes ditos democráticos. Sim, porque, não obstante os retrocessos anunciados de quando em quando, aqueles protegidos pelo prestígio e pelo dinheiro permanecem sempre assegurados — pouco importando as mudanças na lei. Esquecem que, por exemplo, a simples cor da pele muitas vezes condiciona o indivíduo a ter ou não direitos.
 
Uma rápida observação nos rumos políticos adotados na última década pelos países desenvolvidos, supostamente situados na dianteira do processo democrático, permite-nos afirmar que a tendência atual aponta para a redução de direitos. Quando o que está em jogo é o desmonte do Estado do bem-estar social e a garantia de pagamento aos credores internacionais, parece não haver nenhum pudor na cassação de direitos dos cidadãos, geralmente por meio da flexibilização de leis trabalhistas e a contração de direitos previdenciários, por exemplo. Os poucos direitos concedidos na última década, da ordem da representação e do reconhecimento, como as cotas para minorias e o casamento civil igualitário, costumam ser alvo de inúmeras críticas por parte expressiva e influente da população em diversos países, tanto no “Primeiro Mundo”, como aqui.
 
Democracia, portanto, não está ligada de maneira inerente à ideia de expansão gradual de direitos aos cidadãos. Direitos, aliás, apenas em uma minoria dos casos são “concedidos”. A luta por direitos é exatamente isso: uma luta. A ampliação de direitos para uma parcela até então desconsiderada pelo regime jurídico de um país implica necessariamente na perda de privilégios por parte do grupo que já gozava daqueles direitos – fosse este um direito “legal”, ou daquele tipo que se compra com dinheiro ou uma carteirada ou, ainda, com a famosa frase: “sabe com quem está falando?”.
 
Aquela mulher de postura liberal que afirmou num programa de televisão que “a democracia implica esse processo de inclusão histórica”, parece ignorar e desconhecer que na Constituinte de 1987, quando este país saia das sombras de uma ditadura, um grupo articulado de mulheres feministas com tradição de atuação nos movimentos sociais organizou um lobby em prol da inserção de direitos para as mulheres na nova Carta do país. Esse movimento ficou conhecido como o Lobby do Batom.
 
Nessa época, também por pressão do movimento feminista, a questão das mulheres ganhou importância, tendo surgido entre 1983 e 1985, diferentes órgãos do Estado destinados a tratar desta temática, como os Conselhos Estaduais da Condição Feminina/da Mulher e o Conselho Nacional dos Direitos da Mulher. Foram feministas inseridas dentro destes espaços institucionais, em aliança com feministas autônomas e diversos outros movimentos sociais, quem lutaram, por exemplo, pela extinção da tutela masculina na sociedade conjugal; pela eliminação do direito do homem de impedir a sua esposa de trabalhar; pelo enquadramento da violência sexual como um crime contra os Direitos Humanos, em oposição ao crime moral; pela extensão da licença maternidade para 120 dias sem prejuízo do emprego e do salário e pela proteção do mercado de trabalho da mulher, mediante incentivos específicos; direitos garantidos pela Constituição de 1988. Estes direitos não foram conquistados pelas mulheres devido somente ao processo democrático.
 
Ainda hoje enfrentamos ações ridículas. A Câmara Federal não aceitou que o feminicídio seja entendido como o homicídio praticado contra a mulher em razão de seu GÊNERO. Com isso, algumas cidadãs estão sendo excluídas do sistema de direito deste país. Muito mais do que um avanço, as mulheres trans vivem neste momento a negação institucional da sua condição de mulher. Talvez a defensora da democracia espontânea, que também é filósofa, dissesse: “bem, há que se questionar se estamos vivendo o avanço da democracia”. Mas, ora, que conceito tão amplo e deturpável este de “avanço”, não?
 
O avanço da democracia não é tarefa simples e ouso dizer que se nossa democracia avança neste momento, não é em uma direção progressista. Respeito o direito da filósofa liberal em não se sentir em débito com o feminismo em nenhum aspecto. O ponto central aqui não é a postura que adota uma pessoa específica num cenário de 200 milhões de brasileiros. O que esta pessoa específica ilustra muito bem, e que pode servir para entender o comportamento de uma parcela significativa desses 200 milhões, é a ignorância e o desconhecimento quanto ao que vem a ser o feminismo, suas concepções, posturas e bandeiras de luta; e um outro fato ainda mais grave: a desqualificação da luta política e da mobilização social como forma de construção de uma sociedade mais justa e igualitária.
 
Ter influência no Estado é importantíssimo. E, caso os interesses em jogo sejam os de uma parcela subjugada da população, a mobilização social e a pressão popular são fundamentais. A ampliação de direitos para uns pressupõe a perda de privilégios de outros. No entanto, tomando novamente o caso da recentíssima Lei do Feminicídio, é preciso se perguntar: a inclusão desta variável como agravante penal será amplamente adotada pelos juízes e juízas diante de casos de homicídios de mulheres? Será que juízes, promotores e advogados, socializados e educados nesta sociedade ainda profundamente machista, que deposita sobre os colos femininos a responsabilidade pelo comportamento agressivo e abusivo de muitos homens que perseguem, ameaçam, estupram e matam, serão capazes de compreender que por trás de muitos assassinatos de mulheres existe a condição subordinada da mulher na estrutura social de poder? Que o assassinato de mulheres está, em muitos casos, ligados à concepção da mulher como um bem a ser possuído pelo homem – e, caso haja distúrbios nesta suposta “ordem”, o homem pode tirar a vida daquilo que supostamente lhe pertence?
 
O movimento feminista e o feminismo difuso na sociedade (isto é, não articulado em grupos) serve primeiramente para modificar crenças, padrões de comportamento e concepções tidas como “normais”, “tradicionais”, aceitas socialmente e que subordinam as mulheres, as culpabilizam quando são vítimas de assédios e discriminações, as responsabilizam exclusivamente por questões como gravidez e cuidado com os filhos, as objetificam para o consumo dos homens, etc. Só assim a modificação da legislação pode ser verdadeiramente efetiva (não ignorando, por suposto, o caráter educativo de algumas medidas).
 
O feminismo serve, portanto, para construir uma outra sociedade, em que as diferenças entre os gêneros não signifiquem desigualdades entre os gêneros. Que as diferenças entre mulheres brancas e mulheres negras não signifiquem desigualdades entre estas, nem entre homens brancos e negros. Que as diferenças entre mulheres e homens indígenas e não-indígenas não signifiquem desigualdades entre estes, não signifiquem a primazia dos grupos não-indígenas perante os grupos indígenas. Que as diferenças entre sujeitos e casais heterossexuais e homossexuais não signifiquem diferenças nem em termos sociais, nem em termos de direitos entre estes. Que as diferenças entre sujeitos cissexuais e transexuais não signifiquem desigualdades entre estes, não impliquem na marginalização de uns. Que as diferenças entre sujeitos com deficiências e aqueles que não as possuem não signifiquem desigualdades, nem limitação social dos primeiros.
 
Reconhecer as diferenças não é defender nem reafirmar as desigualdades. É assumir a perspectiva de que neste mundo cabem muitos mundos, e que todos devem ser respeitados à sua maneira, acolhendo-os na sociedade geral e concedendo-lhes a prerrogativa de escolherem viver os seus modos de vida. Ninguém é superior ou deveria ser mais detentor de direitos. A luta por uma transformação radical na sociedade é uma luta feminista e, como tanto, deve se desenvolver prioritariamente na esfera política do cotidiano.
 
Resgatar o 8 de março como uma data de luta pela transformação radical da sociedade, destituindo a legitimidade de campanhas meramente celebratórias e destinadas a alimentar o capitalismo, é uma das tarefas mais belas que as feministas têm empreendido. Assumir o 8 de março como uma data de luta feminista anticapitalista é tarefa das mais grandiosas. Que a luta, portanto, continue!
 
Autora
Vivian Souza é feminista descolonial. Está terminando um Mestrado em Ciências Sociais e se interessa em oferecer sua força de trabalho às causas libertárias. Buscando caminhos para desconstruir-se de seus privilégios de mulher branca e, assim, ajudar a construir um mundo onde caibam muitos mundos.
 
Foto de Tânia Rêgo/Agência Brasil.


A Morte de Cláudia e a luta das Mulheres por Direitos

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Mônica Francisco, em sua coluna no Jornal do Brasil, lembra que nesta segunda-feira (16) fez um ano que Claudia Silva Ferreira, negra, moradora do Morro da Congonha, foi assassinada pela Polícia Militar e teve seu corpo arrastado pela rua por 350 metros, preso ao porta-malas de uma viatura. Mônica relaciona a morte de Cláudia, em pleno Mês Internacional da Mulher, com a luta das mulheres por direitos e contra o preconceito

Por Mônica Francisco Do Brasil247
 
Nesta segunda-feira (16) fez um ano que Claudia Silva Ferreira, negra, moradora do Morro da Congonha, em Madureira, auxiliar de serviços gerais então com 38 anos, foi assassinada pela polícia durante uma suposta troca de tiros com traficantes enquanto levava um saco de pão para casa. Na manhã do dia seguinte, um vídeo captado por um celular mostrando seu corpo sendo arrastado pela rua por 350 metros, preso ao porta-malas de uma viatura policial, se espalhou pelas redes sociais causando dor e indignação.
 
“Quando tomei pé do episódio, no dia 18, chorei tanto que nunca tive coragem de ver o vídeo, bastaram as fotos e as manchetes dos noticiários: “mulher arrastada por viatura da PM”. Como se já não bastasse todo o massacre, a mídia novamente nos deu o espaço do “ser ninguém” e tirou a identidade de Cláudia. Mataram-na pela quarta vez! Roubaram-lhe sua essência, furtaram-na um nome e um sobrenome. Tentaram, mais uma vez, sufocar a existência da mulher negra. Mas os mesmos jornais dão nome, voz e protagonismo a pessoas como Ana Carolina Jatobá e Suzane von Richthofen”, disse Thiane Neves Barros, em artigo para o Blogueiras Negras.
 
Monica Francisco, em sua coluna no Jornal do Brasil, relaciona a morte de Cláudia, em pleno Mês Internacional da Mulher, com a luta das mulheres por direitos e contra o preconceito: “Ainda no mês em que se comemora o Dia Internacional da Mulher devemos  atentar para a total contradição que ainda marca nossa sociedade  no que diz respeito ao feminino. Propositalmente, me refiro ao assunto usando a palavra feminino, para fazer e compartilhar essa reflexão acerca dos assuntos relacionados às discussões de gênero e para chamar a atenção, de que a despeito das leis que vão tratar especificamente do tema, e do que o viola, como a Lei Maria da Penha e a mais recente Lei do Feminicídio, para que vejamos claramente, que seja simbolicamente ou de fato, nossa sociedade demonstra que isso não é assunto resolvido ainda”. Leia abaixo a seu artigo na íntegra.
 
Mulheres ainda precisam lutar contra preconceito
 
Segunda-feira fez exatamente um ano que a auxiliar de serviços gerais, mulher, mãe, negra, dona de casa, esposa, carioca, favelada e brasileira, Claudia Silva Ferreira foi assassinada e teve seu corpo arrastado ao longo de uma via, como que na reprodução dos piores suplícios da idade das trevas.
 
Ainda no mês em que se comemora o Dia Internacional da Mulher devemos atentar para a total contradição que ainda marca nossa sociedade no que diz respeito ao feminino. Propositalmente, me refiro ao assunto usando a palavra feminino, para fazer e compartilhar essa reflexão acerca dos assuntos relacionados às discussões de gênero e para chamar a atenção, de que a despeito das leis que vão tratar especificamente do tema, e do que o viola, como a Lei Maria da Penha e a mais recente Lei do Feminicídio, para que vejamos claramente, que seja simbolicamente ou de fato, nossa sociedade demonstra que isso não é assunto resolvido ainda.
 
Já trouxemos aqui um sem número de dados que apontam em meio tudo isso, uma pior situação quando o alvo são as mulheres negras. Os insultos e frases de baixo calão desferidos contra a senhora que preside nossa República, e que são tranquilamente também desferidos contra muitas mulheres no trânsito, no trabalho, no cotidiano, sem pudor algum, demonstram que uma situação aparentemente normal e natural faz vir à tona o pior da misoginia, do machismo e das marcas que o patriarcado deixou.
 
Há uma longa e árdua caminhada até que sejamos respeitadas como cidadãs de fato e não de segunda classe. É urgente lutarmos pela implosão das estruturas que mantêm e disseminam, mesmo que de maneira subliminar, a ideia da superioridade masculina e que faz com que até outras mulheres compactuem com determinadas atitudes violentas.
 
A ideia de um superior vai incidir diretamente na busca de um outro inferior e se não o for, criam-se as condições para torná-lo, sem que nada ou muito pouco seja feito para mudar. Lembremos do caso Eliza Samudio, que denunciou, buscou auxílio e não foi ouvida. São processos seletivos, onde há ainda a “mulher que merece” crédito ser ouvida e a que “não merece”. Agora no ar, uma novela em que uma mãe precisa entregar seu corpo para salvar um filho. Isso nos leva a pensar se porventura o tema seria o mesmo no caso de um pai viúvo. Já não há mais comoção, são poucas as lembranças do caso Cláudia, tantos outros se sobrepuseram, mas é aí que está o pulo do gato. Em trazermos sempre a questão ao centro da cena. Já que o mês é nosso, vamos aproveitá-lo ao máximo.
 
“A nossa luta é todo dia. Favela é cidade. Não aos Autos de Resistência, à GENTRIFICAÇÃO e ao RACISMO, ao RACISMO INSTITUCIONAL, ao VOTO OBRIGATÓRIO e à REMOÇÃO!”
 
Mônica Francisco é membro da Rede de Instituições do Borel, Coordenadora do Grupo Arteiras e Consultora na ONG ASPLANDE.
 
 Fonte: Geledes

Pastoral da Mulher de Juazeiro em parceria com a Fundação Lar Feliz

 

A Fundação Lar Feliz e o Brazil Foundation estão realizando o “Projeto Cresci, e Agora?” O Projeto Visa motivar, estimular e aproximar o jovem das possiblidades de autonomia na vida pessoal e profissional e tem como público adolescentes atendidos pela instituição Lar Feliz ou moradores do bairro Malhada da Areia, que estão na faixa etária de 12 a 17 anos.
 
Estão sendo desenvolvidas oficinas e formações sobre Saúde Sexual e Direitos Reprodutivos, Cidadania, Violência, e orientações para construção de Projetos de Vida. Os participantes ainda terão acesso a cursos profissionalizantes e orientações de como buscar uma profissão.
 
Como parceira do Projeto, a Pastoral da Mulher, através da Coordenadora, Fernanda Lins, realizou uma palestra sobre Violência contra a Mulher, para um grupo de 18 adolescentes. Na ocasião puderam conhecer um pouco mais sobre os tipos de violência, sobre a lei Maria da Penha e os órgãos de defesa da mulher, além de criar um cartaz onde colocaram as mãos abertas dizendo um basta à violência contra a mulher!
 
No final do Projeto os jovens irão conhecer toda a rede de serviços de proteção do município de Juazeiro e realizarão um Seminário com todos os envolvidos no processo de formação, rede de apoio, pais/cuidadores e jovens para avaliar o projeto e propor as autoridades presentes políticas públicas para este público.
 
A participação neste projeto reforça o compromisso da Rede Oblata, através da Pastoral da Mulher de Juazeiro, de lutar por um futuro melhor, contribuindo para uma melhor qualidade de vida de toda a sociedade.
 

 

 


Fonte: Pastoral da Mulher de Juazeiro

Pastoral da Mulher de Juazeiro realiza visitas nos locais de batalha

 
Durante as visitas, as agentes distribuem material informativo.
 
Intensificando os trabalhos com as mulheres, inclusive reforçando as atividades alusivas ao mês da mulher, tendo em vista as comemorações do dia 08 de Março – Dia Internacional da Mulher, a Pastoral da Mulher de Juazeiro, através de suas agentes, tem realizado visitar nos locais de batalha frequentado pelas mulheres.
 
 
Durante essas visitas as agentes distribuem material informativo reforçando a importância do ser mulher e suas conquistas ao longo da história, informações diversas e material contendo dicas e serviços oferecidos pela Pastoral da Mulher.
 
As agentes sociais da Pastoral têm percebido que as mulheres demonstram satisfação, alegria e agradecimento com as visitas que são uma estratégia de aproximação com as mulheres inseridas no contexto da prostituição e de sua realidade.
 
Esse momento de aproximação e celebração ocorrerá durante todo o mês de março, com o intuito de atingir todos os locais definidos pela Pastoral.


Fonte: AssCom/Pastoral da Mulher de Juazeiro