Em Juazeiro, igreja católica e organizações populares levantam a bandeira do Saneamento Básico

              
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Exercendo o direito de reivindicar melhorias para a qualidade de vida das pessoas, um grupo de organizações populares, juntamente com membros da igreja católica, está provocando no município de Juazeiro a discussão acerca da importância do Saneamento Básico. Trata-se do ‘Movimento Popular de Cidadania’, que esteve reunido nesta quarta-feira (25) na Paróquia N. Srª de Fátima, no bairro Alto da Aliança, com o objetivo de discutir a realidade do saneamento em Juazeiro, com vistas a provocar a população a se preocupar com este tema, cobrando dos poderes públicos soluções a curto, médio e longo prazo para assim garantir o chamado controle social.
 
A iniciativa surgiu há dois anos, quando lideranças comunitárias dos bairros Antônio Guilhermino e João Paulo II, com o apoio da Articulação Popular São Francisco Vivo, iniciaram um levantamento e sistematização de informações que evidencia a ausência ou deficiência de saneamento nestes bairros. Em 2013, a Pastoral Urbana elaborou um diagnóstico mais ampliado, desta vez tendo como abrangência da pesquisa outros bairros da periferia de Juazeiro.
 
De acordo com o Padre Tiago Milan, um dos incentivadores deste movimento, trata-se de algo que deve contar com ampla participação popular. “Queremos que pessoas participem e que opinem, que decidam, sejam conscientes que todos somos protagonistas, que a história seja feita por nós”, diz o religioso, explicando o sentido do nome Movimento Popular de Cidadania. Para o grupo, no momento o tema em evidência é o saneamento básico, mas a intenção é pautar outras temáticas voltadas para a cidadania de modo geral.
 
Durante a reunião foi apresentado o Diagnóstico Popular, o qual possui os dados tabelados em gráficos relativos aos quatro pilares do Saneamento Básico: esgotamento sanitário, coleta de lixo, drenagem de águas pluviais e abastecimento de água potável. Em seguida, o grupo conheceu a pesquisa de doutorado “Os riachos urbanos de Juazeiro nas questões do Saneamento ambiental”, do arquiteto Matteo Nigro. Além disso, foram socializadas informações obtidas na prefeitura de Juazeiro acerca da elaboração do Plano Municipal de Saneamento (PMSB) e o Sindicato de Trabalhadores de Água e Esgoto da Bahia (Sindae) esclareceu como deve se dá a construção de um Plano, o qual deve ter ampla participação popular, conforme prevê a Lei nº 11.445.
 
A intenção do Movimento Popular de Cidadania a partir de agora é ampliar o trabalho de sensibilização da população, para assim provocar ações mais enérgicas. Para Aldenisse Souza, moradora do Antônio Guilhermino, esta é uma forma do povo se organizar para lutar pelo seu bem estar e para isso é preciso se reunir “para responsabilizar o poder público por essas melhorias, porque infelizmente ele só age quando é provocado e quem tem que provocar é o povo que sofre as consequências”, diz a militante.
 
Participaram do encontro a Pastoral Urbana, Comissão Pastoral da Terra, IRPAA, Paróquias do Alto da Aliança, João Paulo II, Paróquia São Cosme e Damião e N. Srª das Grotas, Conselho Pastoral dos Pescadores, Associação de moradores do Alto do Alencar, Lomanto Junior e Tabuleiro, Sindae, Residência Multifuncional de Saúde da Univasf e Centro de Terapias Naturais Giani Bandi,além de cidadãos interessados na discussão. (foto: Assessoria IRPAA)
 

A história da Morte da fundadora das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor

          Neste 28 de fevereiro, celebramos a páscoa de nossa Venerável Madre Antonia Maria 
da Misericórdia, fundadora da Congregação das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor.
Conheça um pouco mais da força, do amor, da fé, de esperança e profecia desta mulher naquele tempo, através de trechos do livro: “A venerável Madre Antonia- A Pedagogia do Amor”.

"No início de 1898, a saúde da Madre inspirava sérios cuidados e, se não dizemos que deixava pouco lugar à esperança, é porque a esperança é a última que morre. Entretanto, indícios de rápido desenlace tampouco se verificavam. A idade não era demasiado avançada; a Madre não fizera ainda setenta e seis anos. Quantas de sua idade se viam gozando de boa saúde! Por que não haveria de recuperar-se e continuar vivendo a querida enferma? Além disso, afora algumas escassas exceções, que os médicos lhe tinham imposto, a Madre seguia quase em tudo a vida de Comunidade. Claro que esse milagre se devia também, e em sua maior parte, à sua força de vontade e a seu amor à observância regular, que nela não teve esmorecimentos nem com os anos nem com as doenças. Na última Circular sua escrita em janeiro de 1898, não se percebe um perigo de gravidade. Ela não atribui às enfermidades a impossibilidade de visitar as casa, mas ao defeito da vista: “Estou quase cega”, escrevia; não falava de nenhum outro empecilho. E se por meio de uma operação quisesse o Senhor devolver-lhe a visão, já não haveria obstáculo que impedisse o que para ela e para suas filhas seria um inefável consolo; isto é, a visita das casas. Não obstante, faltava pouco mais de um mês para que Deus a levasse para a sua glória. (...)
 
Foto original da Fundadora
A Madre suportou a perda da visão com admirável resignação, segundo declaram unanimemente todas as Irmãs que dela trataram nos últimos anos. A cegueira não era completa, como se deduz das palavras antes citadas de sua última Circular. (...)
 
Mesmo com a saúde frágil, Venerável Madre Antonia continuou no seu posto de comando, que era o convento de Ciempozuelos, a Superiora Geral seguia atentamente o andamento da Congregação e a governava com o acerto que lhe davam sua longa experiência, seu conhecimento do pessoal e dos negócios da casa, bem como o espírito de Deus, que a animava e a levava como pela mão. Pode-se dizer, com a Crônica de Ciempozuelos, que ela governou o Instituto até seu último suspiro. Dava hábitos e recebia votos das professas. No dia 6 de janeiro de 1898, deu o hábito a quatro noviças; no dia 20 de fevereiro recebeu os votos de outras cinco. Dava com frequência instruções às Irmãs, às noviças ou às moças, e velava sem descanso pelo avanço espiritual de todas. (...)
 
Uma Irmã conservou os conselhos que ela lhes deu três dias antes de morrer. Um dia, dizia-lhes: “Minhas filhas, tenham muita caridade umas com as outras; ajudem-se umas às outras; amem-se muito santamente todas; saibam todas suportar e tolerar umas às  outras; não falem dos defeitos das outras, pois todas nós os temos... Suportem-se a si  mesmas; se tiverem de suportar  algo em seus afazeres, suportem-no o melhor que puderem  e não façam sofrer as outras. Recebam como vinda de Deus a Superiora que lhes for dada. Comportem-se bem com ela; terá defeitos como todas os temos, eu também os tive;  respeitem-na e não a façam sofrer... Eu amei a todas com verdadeiro carinho de mãe e continuarei fazendo o mesmo por toda a eternidade... Cumprimentem de minha parte cada uma sua família, que me despeço delas; gosto muito de todas elas e estou muito grata por seus favores; que me recomendem... Portem-se bem com nossos benfeitores e não se esqueçam de rezar por eles, pois muito lhes devemos... Que seria de nós se não fossem eles?... Também me preocupo muito com as moças e as Marias. Pobrezinhas! Não as esquecerei! Quanto trabalharam! Não as esquecerei por toda a eternidade...”. ‘Dizia-nos tudo isso com voz muito baixa, o que nos fazia chorar a todas.’
 
“Também temos de agradecer muito ao senhor capelão tão bom que temos. Quanto bem tem ele feito a mim nestes dias! Nenhum confessor me teria ajudado tanto quanto ele...”
Uma Irmã lhe disse: "Madre dê-nos agora a sua bênção." Pôs-lhe o crucifixo na mão e a Madre começou assim: “A bênção do Pai o amor do Filho e a Graça do Espírito Santo. Amém." E prosseguiu dizendo: “Esta bênção não tem indulgências, de maneira nenhuma; e eu a dizia todos os dias na capela, dirigindo-a ao Senhor para as Marias, para as moças e para os benfeitores, e sempre me dei muito bem com ela.”
Ela nos dizia tudo isso depois de jantar, e não podíamos nos afastar dali... Ela nos dizia: “Vão deitar-se, que não podem fazer nada por mim.” Nesse momento, chegou o capelão e ela lhe disse: “Padre, estas filhas não me obedecem.”
-Sabe o que acontece com elas? Replicou o capelão. Exatamente o que acontece com Vossa Reverência: custa-lhe deixar duas filhas, não é Madre? -De fato creio que me custa, respondeu com voz tênue.
-Creio que Jesus lhe perdoará essa pequena desobediência, não acha? - Eu...creio...que...sim. (...)
Seus lamentos eram estes: “Meu Jesus, daí-me forças para sofrer por vosso amor e em satisfação de meus pecados". (...)
 
No dia 27 um dia antes de sua morte, Madre Antonia teve uma piora em seu estado. O médico foi visitá-la pela manhã e a encontrou mal, mas não deu a esse estado a importância de desenlace próximo. Quando voltou à tarde, quando já haviam cessado os vômitos, encontrou-a tão melhor que julgou já ter passado o perigo.
Em vista disso, a Comunidade se retirou para descansar. A enfermeira se ofereceu para velar com outra Irmã.As duas permaneceram dissimuladamente no quarto contíguo. Um instante depois, ouviram que a Madre se movia e correram para ver se precisava de ajuda.
Ela tinha descido da cama e, com muito trabalho por causa da sua corpulência, conseguiram deitá-la novamente, pois si mesma já não podia subir, embora sua cama consistisse em alguns banquinhos muito baixos, sobre os quais repousava uma tábua, acima da qual seu pobre e duro enxergão de palha. (...) 
 
Quando chegou o doutor Deogracias, o médico de Ciempozuelos, que durante tantos anos tratara da Madre, prognosticou que lhe restavam poucos momentos de vida. Enquanto isso, as Irmãs e a maioria da Comunidade, que tinha sentido o movimento das Irmãs e o apressado chamado ao capelão, se levantou e tentou chegar ao quarto da querida Madre, cujas últimas palavras e último alento queriam receber, como triste consolo dentro do incomensurável da pena que as inundava. Não podendo-o conseguir, choravam e pediam com clamores pela amada agonizante, rezando as orações da Igreja a fim de que Deus a ajudasse na passagem suprema, e outras orações por sua conta, para que não ficassem sem o carinho de uma Mãe como não tinham visto igual.
 
Como a viu tão bem na segunda à tarde, o médico não viu necessidade de que lhe administrassem os santos Sacramentos; mas à noite o desenlace foi tão vertiginoso que já não se pôde senão administrar o Sacramento da Extrema Unção. Foi um verdadeiro caso de morte repentina, pois somente na última hora se avaliou sua extrema gravidade.
 
Poucos momentos depois da chegada do médico, e em conformidade com seus prognósticos, a Madre Antonia Maria da Misericórdia permanecia como adormecida; mas era o sono da eternidade. Sua bendita Alma voou ao céu no dia 28 de fevereiro de 1898. Em fevereiro tal qual sua mãe. Quinze dias antes de completar  77 anos, quando se perdeu aquela preciosa vida, ou melhor dizendo, quando se mudou  mutatur, non tolliur e, destruída a casa da morada terrena, foi ocupar a mansão eterna nos céus".

Com Adaptações.
Livro: A venerável Madre Antonia - A Pedagogia do Amor.
 Pe. Dioniso de Felipe, Redentorista - 1962
 Editorial El Perpetuo Socorro - Madri - Espanha.
 

Pastoral da Mulher de Juazeiro participa de ação de direitos da mulher em contexto social

 

No último dia 25 de fevereiro, a Pastoral da Mulher participou de uma ação voltada para mulheres, em Parceria com a Secretaria de Desenvolvimento e Igualdade Social (SEDIS) e Secretaria Estadual de Política para Mulheres (SPM).

A ação contou com uma Unidade de Acolhimento à mulher do campo. A equipe Estação Cidadania da SPM realizou trabalhos de orientação e atendimento personalizado acerca da violência contra a mulher e direitos sociais. O distrito de Maniçoba, em Juazeiro, foi contemplado com a atividade, visto que possui em grande quantidade de trabalhadoras rurais.

O atendimento foi feito as mulheres na Associação de Mulheres com uma equipe composta de Assistente Social, Advogado e coordenado em parceria com o Centro Especializado de Assistência Social (CREAS), Centro Especializado de Atendimento à Mulher (CIAM), Pastoral da Mulher de Juazeiro, dentre outras instituições.

O município disponibilizou serviços como: Bolsa família e carteira do idoso para apoiar a atividade. A Pastoral da Mulher, através das trabalhadoras sociais Ellen Sabrina e Railane Delmondes, fez parte desta atividade acolhendo as mulheres e apresentando o trabalho da Unidade Oblata na região.

Para as integrantes da Pastoral da Mulher, o momento foi bastante rico, possibilitando ouvir relatos de mulheres que vivenciam diariamente vários tipos de violências e, através dessa escuta, foi pautada algumas orientações.

 

Fonte: Pastoral da Mulher de Juazeiro

Equipe da Unidade de Acolhimento à Mulher realizou Oficina em Maniçoba

    Por Emanuelle Lustosa/SEDIS
“Foi muito importante a visita de profissionais para atender só as mulheres da nossa comunidade. É difícil conseguir atendimento com um psicólogo, por exemplo. Recebemos aqui muitas informações sobre violência doméstica, um problema que as muitas mulheres do campo também enfrenta”, relatou a produtora rural, Gilvânia da Silva, nesta quarta-feira (25), durante a ação conjunta das equipes da Unidade de Acolhimento à Mulher e da Secretaria de Desenvolvimento e Igualdade Social (SEDIS), no Distrito de Maniçoba, em Juazeiro.
 
Ação SEDIS Maniçoba 2
 
De acordo com a coordenadora da Unidade, Katiana Rigaud, durante a Oficina foram abordados temas como a Lei Maria da Penha, os Direitos e a Rede de Proteção à Mulher. “Como trabalhamos com as mulheres da zona rural, usamos uma linguagem de fácil compreensão para tratar sobre a violência doméstica, um assunto que assusta e inibe. Tivemos uma ótima participação aqui em Maniçoba, atendemos mais de 40 mulheres”, informou a Katiana.
 
Além da oficina, onde são passadas informações e esclarecimento de dúvidas, as mulheres também receberam atendimento individual, com a psicóloga e assistente social. A senhora Olinda de Sá disse que não precisou ir a Juazeiro fazer o recadastramento do Bolsa Família. “Na próxima semana eu teria que ir até a cidade para atualizar meu cadastro, mas o bom é que o ônibus veio antes e ainda tive a oportunidade de participar da oficina para as mulheres”, disse a aposentada.
 
 Ação SEDIS Maniçoba
A gerente de Diversidade da SEDIS, Luana Rodrigues, disse que a ação foi muita positiva. “Essa parceria com a Secretaria Estadual de Política para as Mulheres (SPM) foi fundamental, assim tivemos oportunidade de reunir vários profissionais para atender à mulher do campo, que muitas vezes tem dificuldades de ir até a cidade buscar ajuda. Nosso agradecimento também para a presidente da Associação das Mulheres de Maniçoba, Maria Senhora Alves, que ajudou a mobilizar a comunidade e as equipes da Estação Cidadania da SEDIS, a qual realizou mais de 70 atendimentos aos beneficiários dos programas sociais, e do Centro de Atendimento a Mulher de Juazeiro (CIAM)”, destacou a gerente.
 
Luana informou ainda que o CIAM está comemorando 10 anos de trabalhos realizados em Juazeiro, pelo fim da violência contra a mulher.

A Pastoral de BH colabora no diagnóstico do Tráfico de pessoas em MG

A  Pastoral da Mulher de BH (Unidade do Instituto Oblata em MG) participou da Pesquisa Diagnóstica do fenômeno do tráfico de pessoas no estado de Minas Gerais sob a responsabilidade dos pesquisadores Flavia Teixeira, Adriana Piscitelli e Adriano Puntel Gosuen , entre outros.
 
Integrantes da equipe da Pastoral se reuniram com Adriano Gosuen nesta quinta feira para conhecer mais do andamento da pesquisa e responder às  suas questões . Esta pesquisa  pretende estabelecer um diagnostico sobre o fenômeno do trafico de pessoas em Minas Gerais no período 2004-2014.
 
O Programa de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas em Minas Gerais (PETP-MG), dependente da   Secretaria de Estado de Defesa Social (SEDS) , é responsável  política e tecnicamente a implementação da Política Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e promover a elaboração, implementação, execução, monitoramento e avaliação do Plano e Política Estadual de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas em Minas Gerais.  Tem por objetivo desenvolver ações de articulação e integração dos poderes públicos e da sociedade civil, em prol do enfrentamento às violações de direitos favoráveis e correlatas ao tráfico de pessoas.
 
Em dezembro de 2012 o PETP articulou a criação do Comitê Interinstitucional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (CIETP), do qual faz parte a Pastoral da Mulher de BH, representada por Lucinete Santos. O Comitê tem a responsabilidade discutir e propor políticas públicas voltadas para o enfrentamento do tráfico.
 
Cerca de 70% dos casos acompanhados pelo programa estão relacionados ao trabalho escravo. E, desses, a maioria é de trabalhadores na construção civil. Além da construção civil e das lavouras, alguns casos estão sendo apurados na mineração. O tráfico de pessoas também é caracterizado, por exemplo, em situações de adoção ilegal, exploração sexual e até de venda de crianças.
 

MANIÇOBA RECEBE UNIDADE DE ACOLHIMENTO À MULHER E A ESTAÇÃO CIDADANIA HOJE (25)

Durante toda esta quarta-feira (25) na sede do distrito de Maniçoba a população feminina receberá os serviços ofertados pela Secretaria de Desenvolvimento e Igualdade Social (SEDIS), com a Unidade de Acolhimento à Mulher do Campo, da Secretaria Estadual de Política para as Mulheres (SPM), e a Estação Cidadania, da SEDIS.
 
A coordenadora da Unidade de Acolhimento à Mulher do Campo da SPM, Katiana Rigaud, a presidente do Conselho Municipal da Defesa das Mulheres, Suely Nelson e a gerente de Diversidade da SEDIS, Luana Rodrigues, estiveram no programa Geraldo José (Transamérica FM), na tarde desta terça-feira (24) oportunidade em que endossaram convite às mulheres de Maniçoba para que se integrem e participem da programação que ocorrerá ao longo do dia.
 
Com uma equipe composta de advogado, psicólogo, assistente social e coordenador, a equipe da Unidade irá oferecer vários serviços e informações sobre os direitos da mulher no contexto social, a partir das 8h, em frente à Associação das Mulheres de Maniçoba. A equipe da Estação Cidadania também irá atender as beneficiárias do Bolsa Família e de outros programas sociais.
 

Final de semana marcado por agressões a mulheres em Petrolina

Violência doméstica
              
 
O final de semana em Petrolina foi marcado por novos casos de violência doméstica contra mulheres. Um deles ocorreu no bairro Pedro Raimundo, zona oeste da cidade, na noite de ontem (22). O acusado, Luiz Ferreira Lima Filho, foi detido após ser denunciado pelo próprio enteado.
 
Ele contou a policiais do 5°BPM que sua mãe estava sendo agredida por Luiz Ferreira. A vítima também confirmou que há vários dias o companheiro fazia-lhe ameaças e a agredia fisicamente.
 
Os outros fatos aconteceram no sábado (21). O primeiro foi registrado no bairro João de Deus, zona oeste. O acusado é Cícero Laureano de Souza, 36. Ele chegou a dar um soco na vítima, a dona de casa Francineide Almeida, que ficou com um hematoma.
 
O outro caso aconteceu na Cohab Massangano, também na zona oeste, tendo como acusado o autônomo Carlos Eduardo da Silva, 44. Ele foi denunciado à polícia pela ex-esposa, Ana Cristina da Silva, 41, de a tê-la espancado.
 
Também na zona oeste, no bairro Jardim Maravilha, Josivaldo Amorim da Silva, 28, foi denunciado por agredir a auxiliar de serviços gerais, Mirian Oliveira de Souza, 26. Segundo informações, tudo começou depois que a companheira dele tentou impedi-lo de sair no carro por apresentar sinais de embriaguez. O acusado teria, então, segurado a vítima pelo pescoço e a empurrado na parede, rasgando depois sua roupa. Além deste caso, nas agressões registradas no Pedro Raimundo e João de Deus os acusados também tinham ingerido bebida alcóolica. Todos foram detidos e apresentados à Delegacia de Polícia Civil (DPC).
 
 

CARNAVAL DA PASTORAL

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Um pouquinho do carnaval da Pastoral para os nossos leitores!

24 DE FEVEREIRO- Dia da Conquista do Voto Feminino no Brasil


Desde que a professora Celina Guimarães Viana conseguiu seu registro para votar, a participação feminina no processo eleitoral brasileiro se consolidou. Celina é apontada como sendo a primeira eleitora do Brasil. Nascida no Rio Grande do Norte, ela requereu sua inclusão no rol de eleitores do município de Mossoró-RN, onde nasceu e viveu. Foi naquele ano que o Rio Grande do Norte colocou em vigor a lei eleitoral que determinava, em seu artigo 17, que no Estado poderiam “votar e ser votados, sem distinção de sexos”, todos os cidadãos que reunissem as condições exigidas pela lei. Com essa norma, mulheres das cidades de Natal, Mossoró, Açari e Apodi alistaram-se como eleitoras em 1928.

O Dia da conquista do voto feminino no Brasil foi instituído através de um decreto do presidente Getúlio Vargas em 1932. Mas antes disto, uma cientista, líder feminista e política paulista chamada Berta Maria Júlia Lutz foi uma das pioneiras pela luta em prol do voto feminino e igualdade de direitos entre homens e mulheres neste país. Em 1922 ela representou as brasileiras na assembleia-geral da Liga das Mulheres Eleitoras nos Estados Unidos. Ao regressar, criou a Federação Brasileira para o Progresso Feminino a fim de continuar a luta pela extensão de direito de voto às mulheres, até o decreto ser sancionado por Getúlio Vargas.

Somente em 3 de maio de 1933, na eleição para a Assembleia Nacional Constituinte, que pela primeira vez a mulher brasileira pôde votar e ser votada em âmbito nacional. Oitenta e dois anos depois, elas passaram a ser maioria no universo de eleitores do país. Nas eleições de 2012, as mulheres representavam 51,9% dos 140 milhões de eleitores.

Com a consolidação da participação feminina nas eleições, a mulher passou a conquistar cada vez mais o seu espaço no cenário político brasileiro. Hoje, há mulheres em todos os cargos eletivos. Além da Presidência da República, governadoras, senadoras, deputadas federais e deputadas estaduais. 

Grupo de publicitárias lança Cerveja Feminista


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Ideia nasceu em resposta às propagandas de cervejas, mas objetivo é fomentar discussão sobre o assunto
 
 
A cerveja se posiciona como “para homens e mulheres” em busca de desfazer mitos sobre o feminismo.
 
Inspiradas pelas recentes polêmicas envolvendo anúncios de cerveja em função do cunho machista, um grupo de publicitárias resolveu lançar a Cerveja Feminista. Isso porque, durante o Carnaval, a Skol divulgou uma campanha publicitária que gerou críticas por tratar as mulheres sem opinião própria e à mercê dos homens.
 
“A partir da polêmica com a Skol, a gente tem falado muito sobre propagandas machistas de cerveja. É claro que isso tudo não começou na semana passada. São décadas vendo mulheres sendo tratadas como objeto em propagandas. Por isso mesmo, o assunto não pode acabar só porque a Skol se retratou”, explica Maria Guimarães, publicitária que junto com Thais Fabris e Larissa Vaz criaram o produto.
 
A campanha da cerveja em questão trazia frases como “Esqueci o não em casa”, “Topo antes de saber a pergunta”, entre outras, espalhadas em outdoors na cidade de São Paulo. A reação e intervenção de grupos fez com que a marca retirasse a campanha das ruas.
 
Produzida de forma artesanal, a cerveja será do tipo irish red ale e terá preço de custo, 14 reais. “Foi o jeito que a gente achou para colocar o feminismo na mesa. A gente não quer vender cerveja. A cerveja é um modo de levar nosso produto que é a discussão”, complementa Maria. O produto poderá ser adquirido por meio do site da marca, após os interessados cadastrarem seus dados pessoais.
 
A ideia é a primeira iniciativa do coletivo 65 | 10, que pretende repensar a publicidade para mulheres, tanto dentro das agências quanto nas campanhas. O nome faz referência a dois números: “os 65% das mulheres que dizem não se identificar com a forma como são retratadas na publicidade e os menos de 10% de mulheres no departamento de criação das agências brasileiras”.
 
23/2/2015
Fonte: Geledés Instituto da Mulher Negra

A transposição e os vulnerabilizados

"As pessoas não estão em primeiro lugar"         

Alice Souza
Publicação: 23/02/2015 09:32 Atualização: 23/02/2015 09:53



                                                                                                Foto extraída da internet.
 
O rio São Francisco representa 70% da oferta de água dos municípios nordestinos. Sob a promessa de trazer segurança hídrica à região, dando solução ao famigerado problema da seca em 390 municípios, o Governo Federal iniciou, há sete anos, o Projeto de Integração do Rio São Francisco. Maior obra de infraestrutura hídrica já realizada no Brasil, a integração - também conhecida como transposição - abre canais que juntos somam quase 500 quilômetros em linha reta. Divididas em dois eixos, as obras cortam oito municípios pernambucanos, uma mudança não só física, mas também de identidade das populações locais. Desde 2012, o engenheiro de saúde pública, e pesquisador titular da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) André Monteiro estuda as mudanças provocadas pela integração em Pernambuco. A pesquisa “Estudos Ecossistêmicos dos Territórios e Populações Vulnerabilizadas na área de Abrangência do Projeto de Integração do Rio São Francisco” envolve 13 pesquisadores e se ramifica em teses de mestrado, doutorado e um documentário, a ser finalizado. Em entrevista ao Diario, ele detalha os resultados encontrados, assim como analisa o perfil de gestão do empreendimento.

A que se propõe a pesquisa “Estudos Ecossistêmicos dos Territórios e Populações Vulnerabilizadas na área de Abrangência do Projeto de Integração do Rio São Francisco”?

Iniciamos o trabalho em 2012, com finaciamento do Ministério da Saúde e da presidência da Fiocruz. Procuramos compreender como os processos sociais produzem situações de vulneração. Então, analisamos desde alterações nas condições de vida das pessoas, condições de habitação, compreensão da cultura, questões de territorialidade, aspectos técnicos, modelo econômico e suas tecnologias, dimensão política, gestão de recursos hídricos e meio ambiente. Em uma abordagem ampla, identificamos sete grupos afetados, como indígenas, quilombolas, trabalhadores rurais e mulheres. Nessa pesquisa inicial, também identificamos vários problemas.

Qual a fase atual dos estudos?

A pesquisa atualmente é financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Estamos trabalhando nos dois eixos da transposição em Pernambuco, nos municípios por onde os canais passam no estado, além de Monteiro, na Paraíba. Ao todo, são 10 cidades, para onde realizamos viagens desde setembro no intuito de conversar com os gestores e grupos sociais para identificar os aspectos positivos e negativos. Muitas dessas pessoas já são vulneradas historicamente, são parte da desigualdade social brasileira.

Quais as principais consequências da transposição identificadas nos grupos sociais em Pernambuco?

Esse povos foram vulnerados uma segunda vez, como acontece com grandes empreendimentos em geral, que são processos mais de acumulação de riqueza. Tem gente há cinco anos assentada que ainda não recebe água, ou seja, não tem como trabalhar. Em Floresta, uma comunidade indígena teve o processo de demarcação de terras interrompido por sete anos. São muitos os exemplos. Cerca são retiradas e trabalhadores rurais perdem animais. Outro problema são as explosões que deixam rachaduras nas casas, mas o conserto não é feito. O projeto da transposição definiu em parceria com a Fundação Nacional de Saúde (Funasa), sem consultar os povos indígenas e os quilombolas, que as casas de taipa iam ser trocadas por casas de alvenaria. Mas existe um tratado da Organização Internacional do Trabalho que determina a consulta a esses povos, pois qualquer obra ou mudanças em seus territórios pode trazer danos para cultura e suas atividades. Os povos indígenas, então, deixaram de fazer o ritual da jurema, pois não acharam adequação na casa de alvenaria. Uma terra quilombola foi cortada ao meio sem aviso prévio. A gente já tem historicamente um passivo com eles e reproduz ainda essas ações.

Em Pernambuco, a região de Ipojuca e do Cabo de Santo Agostinho foi uma das pioneiras nos projetos de desenvolvimento, com o Polo Petroquímico de Suape e a Refinaria Abreu e Lima. Uma das consequências foi o aumento dos casos de exploração sexual na região. O roteiro se repete no semiárido?

Nós identificamos vários problemas de gênero. Um deles foi a questão das indenizações, de maridos que receberam as indenizações sem consentimento das mulheres e desapareceram como dinheiro. Nas empresas, há mulheres demitidas por não cederem a assédio sexual. Outro ponto é o envolvimento dos trabalhadores com meninas de 10 a 14 anos, aumentando o índice de gravidez e Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs). Algumas mulheres ainda são abandonadas com os filhos ou se envolvem em situações de drogas e prostituição.

O modo de implantação das obras da transposição é um reflexo de como o Brasil sempre lidou com as populações vulneradas ao longo da história?

Sim, com as populações tradicionais e o pobre. Há um professor da Universidade Federal de Pernambuco, Parry Scott, que fala de descaso planejado. Há uma orientação clara nas empreiteiras para desconsiderar a reclamação dos moradores. As empresas jogam para minimizar os custos, mas a maioria delas está envolvida na Operação Lava Jato. As obras do Eixo Leste, em Salgueiro, estão paralisadas por causa disso. E o ônus fica com as pessoas. Em geral, elas se sentem impotentes para resolver, abandonadas pelo estado.
 
O que o Brasil poderia ter extraído de lição de outras obras como essa e não o fez?
 
Não aprendemos na nossa história a tratar as pessoas como gente. É o que acontece em Belo Monte, onde há acusações de etnocídio. Um grande problema dos empreendimentos é a desterritorialização, em que grupos são obrigados a sair de suas terras, mas esses espaços guardam a memória afetiva-cultural que lhes confere identidade. O trabalho também é outro componente fundamental na construção da identidade. Há uma irresponsabilidade do ponto de vista da gestão com as pessoas. As pessoas não estão em primeiro lugar. Pelo contrário. 
 
Em um dos artigos da pesquisa, você diz que há uma tendência mundial na construção de grandes projetos de apontar para uma "convivência com o semiárido". Na prática, como funciona esse conceito?
 
Na década de 1980, ocorreram encontros internacionais, fóruns de povos em regiões semiáridas e, a partir disso, foi criada a Articulação no Semiárido Brasileiro (ASA) para atuar na mudança da forma como os governos planejavam políticas públicas para essas áreas. No Brasil, a política vigente naquela época é a mesma de hoje, reproduzida na integração, a de combate à seca. Ou ainda a indíustria da seca, como a compra de votos, barganhas políticas para alimentar o poder local. A convidência, por outro lado, prevê autonomia e poder das pessoas. A concepção é por ações e estruturas mais locais e descentralizadas, com sustentabilidade no nível dos agricultores de terras, associações e de coletividade. 

A transposição tem um conjunto de 38 ações de mitigação previstas, elas são suficientes para dar resposta ao processo de enfraquecimento das populações vulnerabilizadas?

Há várias ações relacionadas a saúde, qualidade de vida ou preservação, mas nos estudos percebemos que os programas são absolutamente insuficientes para dar conta dos problemas produzidos durante a implantação do projeto. Analisamos o EIA/RIMA da transposição, mas ele se converteu em um instrumento de legitimação do capital, ou seja, das grandes empresas que vão ser beneficiadas com o empreendimento. Vivemos hoje uma crise energética e de recursos hídricos no Brasil que é decorrente do modelo de desenvolvimento de destruição da mata, de projetos em que os povos tradicionais - que têm conhecimento de preservação das matas - são desconsiderados.

As populações consultadas identificam pontos positivos na integração do São Francisco?
 
Estamos entrando no oitavo ano de implantação das obras, ainda há muito o que fazer. Em algumas cidades, houve crescimento na arrecadação de impostos e serviços, como Salgueiro. Pretendemos criar um fórum de articulação de entidades acadêmicas e movimentos sociais dos quatro estados envolvidos, para acompanhar a finalização e os resultados.

Saiba Mais
Integração do Rio São Francisco

69,2% do total de obras concluídas

Eixo Norte: Cabrobó, Salgueiro, Terranova e Verdejante, em Pernambuco; em Penaforte, Jati, Brejo Santo, Mauriti e Barro, no Ceará; em São José de Piranhas, Monte Horebe e Cajazeiras, na Paraíba.

Já no Eixo Leste, o empreendimento passa pelos municípios pernambucanos de Floresta, Betânia, Custódia e Sertânia; e em Monteiro, na Paraíba.

Investimento inicial previsto

R$ 4,5 bilhões

Investimento até agora


R$ 5,93 bilhões nas obras

Orçamento


R$ 8,2 bilhões

Início: 2008

Previsão de término: 2016

Em Pernambuco:

11 empresas atuando

4.390 trabalhadores

3 milhões de pessoas atendidas

241 famílias reassentadas (até agora)

7 vilas produtivas rurais

Fonte: Ministério da Integração Nacional

Irmãs Oblatas constatam que a exploração sexual de adolescentes está aumentando em Lobito (Angola)



A prática da prostituição e a exploração sexual de  meninas adolescentes está  aumentando no município do Lobito, província de Benguela, afirmou na passada sexta-feira (20), a irmã brasileira Lúcia dos Santos, da congregação Irmãs Oblatas, do Santíssimo Redentor.


A católica fez este pronunciamento quando dissertava numa palestra sobre o fenômeno da prostituição, numa iniciativa da Direção Provincial da Família e Promoção da Mulher de Benguela.
 
Segundo a preletora, chegou a essa conclusão devido ao elevado número de adolescentes que praticavam a prostituição no Lobito e que atualmente procuram acolhimento no Centro Renascer, afeto à Igreja Católica.
 

Sem revelar o número de adolescentes acolhidas no Centro, a madre revelou que as menores que se prostituíam constituem 70 por cento da população albergada no lar.
As menores, ressaltou, têm idades compreendidas entre os 14 e os 17 anos.
 
Já a voluntária espanhola no Centro das Irmãs Oblatas,  Maria Silva,  disse que a prática da prostituição, principalmente entre adolescentes, constitui um problema para saúde pública devido aos riscos da transmissão de doenças sexuais.
 
 
Referiu que algumas das meninas acolhidas no centro são portadoras de doenças como VIH/Sida, gonorreia e sífilis.
 
Apelou às autoridades locais no sentido de promoverem mais campanhas de sensibilização no sentido de desencorajarem essa prática, principalmente entre as menores.
 
Por sua vez, a diretora provincial da Família e Promoção da Mulher de Benguela, Maria Chimbeia, precisou que o governo local tem realizado vários programas para desincentivar tais ações na região.
 
“O governo de Benguela está preocupado com a propagação deste fenômeno social, principalmente entre a juventude, e tem estado a implementar estratégias, em conjunto com os seus parceiros sociais, para reduzir a prática da prostituição na região”, argumentou.
 

Homens de minissaia em protesto a favor dos direitos das mulheres


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Campanha na internet tem sido a maior arma no combate à violência as mulheres.

 
Os homens turcos não são conhecidos por usarem saias, ainda mais, isso não faz parte da tradição deles. Mas a expectativa é que eles irão se tornar um número grande de em Istambul, em protesto contra a violência contra as mulheres na Turquia.
 
A ‘onda’ de protestos começou quando a estudante Ozgecan Aslan, 20 anos, foi assassinada brutalmente por um motorista de ônibus na capital turca no dia 11 de fevereiro. Ela tentou se livrar com spray de pimenta mas foi atacada e esfaqueada. O assassino não contente, ainda a atacou com uma barra de metal, levando a estudante a óbito. O corpo da estudante só foi descoberto dias depois.
 
Recentemente, a imprensa internacional vem noticiando a semana toda sobre o assassinato da jovem estudante, que gerou uma revolta na comunidade internacional, não somente nas ruas mas também online. Mais de 6 milhões de pessoas utilizaram o Twitter em protestos, e muitos utilizaram a web para compartilharem suas experiâncias, a maioria sobre abusos. Mas no país vizinho da Turquia, o Azerbaijão, onde maioria das pessoas fala a língua turca, a reação do público masculino foi inesperada.
 
Os Azerbaijaneses, estão enchendo as redes sociais como Twitter e Facebook usando a hashtag #ozgecanicinminietekgiy que traduzido para o português “vista uma minissaia por Ozgecan”. No Twitter a hashtag começou a ser utilizada na quarta-feira e até o momento, cerca de 1.500 pessoas a usaram, sendo uma média de 51% usada por homens.  No Facebook a campanha teve uma mensagem importante “Se uma minissaia é responsável por tudo, se vestir uma minissaia significa imoralidade, se uma mulher que veste minissaia está recebendo insinuações do que vai acontecer com elas, então nós todos estamos recebendo uma insinuação”.
 
Contudo, nem todos estão convincentes de que a campanha seja necessária ou uma boa ideia, um usuário do Twitter fez questão de ressaltar “Qual seria o ponto disso? Qual é ação final?” o usuário ainda citou que se trata de uma campanha ‘estúpida’, o mesmo usuário enfatizou, “Ao invés de dar um suporte real à mulher de um modo mais prático, colocar uma peruca ou vestir uma saia não vai dar nenhum efeito positivo, em meio de civilizações conservadoras como a Turquia e o Azerbaijão. Esta companha não vai ajudar de nenhuma forma, talvez na Europa, mas não aqui”.
 
Neste ponto, a campanha da minissaia estava conseguindo aumentar o apoio da mídia nos casos de violência a mulher nos países de maioria árabe, a maioria das imagens dos homens vestindo minissaias continua fazendo sucesso na Turquia e o debate sobre o caso da Aslan tem sido colocado em pauta pelos oficiais do Azerbaijão, liderado pela Primeira Ministra Elmira Akhundova.
 
23/2/2015
Fonte: Geledés Instituto da Mulher Negra

Após vencer Oscar, Patricia Arquette pede igualdade de gênero.


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Em seu discurso, atriz falou sobre “equiparação salarial e igualdade de direitos para as mulheres” e arrancou aplausos da plateia – sobretudo, de Meryl Streep

Na noite deste domingo (22), a atriz Patricia Arquette, de 46 anos, venceu o Oscar de melhor atriz coadjuvante pela atuação em Boyhood (Richard Linklater), confirmando as previsões. O que chamou a atenção foi seu discurso de agradecimento: ao pedir igualdade de gênero, ela arrancou aplausos da plateia e foi ovacionada por grandes nomes do cinema, como a veterana Meryl Streep.

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“É hora de atingirmos, de uma vez por todas, equiparação salarial e igualdade de direitos para as mulheres nos Estados Unidos da América”, disse, emocionada, no auge de sua fala. “Dedico [o prêmio] a todo cidadão que já lutou por igualdade de direitos, a todas as mulheres que já lutaram”, completou.
 
Em Boyhood, Arquette interpreta Olivia Evans, a mãe divorciada do menino Mason Jr. (Ellar Coltrane). O filme, que levou onze anos (de 2002 a 2013) para ser produzido, acompanha o desenvolvimento do garoto desde a infância até o primeiro período da idade adulta, quando ele ingressa na universidade. A atriz desbancou Keira Knightley (O Jogo da Imitação), Laura Dern (Livre), Emma Stone (Birdman) e a própria Meryl Streep (Caminhos da Floresta).
 



23/2/2015
Fonte: Geledés Instituto da Mulher Negra

Aeromoças da Qatar Airways são proibidas de se casar e engravidar; companhia nega

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Qatar Airways, uma das maiores companhias aéreas do mundo, tem sido alvo de críticas por supostas regras sexistas para suas comissárias de bordo.
 
 
A Federação Internacional dos Profissionais de Aviação (ITF) divulgou nesta semana supostas proibições para as aeromoças que trabalham para a companhia. Para serem contratadas, elas não poderiam estar casadas e precisariam permanecer solteiras por, no mínimo, cinco anos após o início das atividades. Se elas quisessem se casar, teriam de pedir permissão à companhia.
 
 
As comissárias também não poderiam engravidar, sob pena de violação de contrato e demissão. A federação ainda relatou “flagrantes de abusos aos profissionais” e disse que a companhia não apresentou progresso desde o último relatório divulgado, 18 meses atrás.
 
 
As acusações, no entanto, foram rebatidas nesta teça-feira (18) pelo vice-presidente da Qatar, Rossen Dimitrov. “As comissárias da Qatar Airways não têm que ser ou permanecer solteiras”, disse ao jornal Washington Post. “Muitos de nossa tripulação são, de fato, casados.”
 
 
Em defesa, o executivo contou que a tripulação tem que notificar a gestação por razões de saúde e segurança. “Se as funcionárias não podem voar por causa da gravidez, elas são convidadas a encontrar outras posições em solo.”
 
 
Fonte: Geledés Instituto da Mulher Negra

Petrolina vai receber Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher

 
A criação de duas Varas de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, uma delas em Petrolina, no Sertão do estado, foi tema de uma audiência na manhã desta quinta-feira (19) entre o vice-líder do governo na Assembleia Legislativa de Pernambuco, deputado Lucas Ramos (PSB), e o presidente do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), desembargador Frederico Neves. O projeto de lei encaminhado pelo Tribunal de Justiça à Alepe deve ser votado nos próximos dias pelos deputados estaduais e inclui a criação de uma Vara também em Caruaru.
 
"Vamos trabalhar para que o projeto possa ser aprovado o mais rápido possível e, depois, continuaremos acompanhando os trâmites, como a escolha do local para a instalação da Vara e sua infraestrutura. É um projeto que vai facilitar o acesso da população ao serviço do Judiciário e, em última instância, coibir o avanço da violência contra mulher tanto no Sertão quanto no Agreste", comentou Lucas Ramos.
 
De acordo com dados da justificativa da proposta feita pelo Tribunal de Justiça, somente em Petrolina, a Delegacia da Mulher registrou 617 casos de violência entre janeiro e agosto de 2014. "O número representa 30% de todo o acervo processual das Varas Criminais", destacou Frederico Neves. "É muito importante que o nosso projeto tenha o respaldo de um jovem deputado da região, preocupado com a questão, e procurando unir o Legislativo e o Judiciário para trabalharem juntos, em prol dos pernambucanos", complementou o desembargador.
 
Além das Varas da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, Frederico Neves pontuou, durante a reunião, algumas ações que o Tribunal vem implantando com o objetivo de aproximar o Judiciário da população pernambucana. Uma delas é a Câmara Regional do TJPE, implantada no último mês de dezembro em Caruaru. Segundo o desembargador, existe a intenção de instalar uma Câmara Regional também no Sertão do estado. "Esse é um projeto futuro que teremos toda disposição em discutir, inclusive debatendo a possibilidade de levá-la para Petrolina", finalizou Lucas Ramos.
 
Ascom Lucas Ramos

Brasil conta com 719 Organismos Governamentais de Políticas para as Mulheres

Balanço da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM/PR) indica que o país conta hoje com 719  Organismos Governamentais de Políticas para as Mulheres (OPMs), distribuídos pelas 27 unidades da Federação, sendo 25 estaduais e os restantes em nível municipal.
 
Na avaliação da equipe técnica da Secretaria de Articulação Institucional e Ações Temáticas (Saiat/SPM), o resultado demonstra o comprometimento com as ações voltadas para as mulheres. Elas representam cerca de 52% da população brasileira, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
 
"Hoje estamos presentes em 12,4% dos municípios. O crescimento destes instrumentos de gestão para a implementação de políticas para as mulheres mostra o potencial e a importância da pauta das mulheres nas políticas públicas”, destaca a secretária da Saiat, Rosangela Rigo, empossada esta semana como titular da Secretaria.
 
A criação de OPM nas estruturas de gestão dos governos estaduais e municipais configura-se como uma ferramenta de formulação e implementação das políticas públicas para as mulheres. A SPM entende que esses Organismos potencializam as ações do poder público para reverter o quadro de desigualdades, persistente na estrutura da sociedade brasileira.
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Comunicação Social
Secretaria de Políticas para as Mulheres – SPM
Presidência da República – PR