Celebrando os aniversários do mês de Agosto


A Pastoral da Mulher tem a prática de toda última sexta-feira do mês comemorar os aniversários das mulheres atendidas. Dessa vez não foi diferente.

Confira um pouco desse lindo momento de celebração!!!

Pastoral da Mulher realiza formações para mulheres do MST

Nesta semana, mais precisamente nos dia 25 e 26 de agosto, a Pastoral da Mulher foi convidada a realizar um ciclo de formações para as mulheres que fazem parte dos assentamentos e acampamento do MST - Movimento dos Sem Terra instalados nos municípios de Juazeiro e Sobradinho.
As temáticas foram voltadas à história da mulher  na sociedade e ainda a organização politica durante os anos até os dias de hoje. Foram momentos bastante importantes onde elas discutiram questões pertinentes ao papel em que a mulher exerceu e exerce na atualidade, as lutas e conquistas que conseguiu se alcançar e ainda refletiram sobre suas atuações enquanto movimento organizado.
Para Iana Joane, umas das agentes que realizaram as formações "fica nítido que elas demonstram grande interesse em ter outros conhecimentos além da questão da terra. Priorizam ainda dentro do movimento a questão de gênero, onde homens e mulheres precisam lutar juntos mas também vislumbram politicas públicas especificas para as mulheres."
As formações aconteceram no espaço de eventos Rancho do Sol. 








Brasil aguarda recomendações da ONU sobre tráfico de mulheres e saúde feminina



Adital
O Consórcio de Redes e Organizações da sociedade civil, formado em 2013 para o monitorar no Brasil o cumprimento da Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação à Mulher (CEDAW), sobre os temas saúde da mulher e tráfico de mulheres, aguarda para este mês de agosto a avaliação e as recomendações do Comitê CEDAW sobre o Relatório Alternativo e o Relatório do Governo Brasileiro. Os documentos foram entregues ao Comitê e analisados em junho de 2014, na 58ª Sessão do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, em Genebra.
 
O parecer do Comitê deverá coincidir com as comemorações, em todo o mundo, dos 35 anos da Convenção das Nações Unidas pela igualdade de gênero. Para discutir os avanços e os entraves que ainda persistem para o cumprimento da CEDAW, no próximo dia 22 de agosto será realizado um seminário, no Rio de Janeiro, organizado pela Comissão de Bioética e Biodireito da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/RJ). A cientista política Telia Negrão, coordenadora da ONG Coletivo Feminino Plural, foi convidada a apresentar o relatório elaborado pelo Consórcio Nacional do Projeto de Monitoramento da CEDAW durante o seminário. Na ocasião, estará presente a advogada e professora Silvia Pimentel, única brasileira a integrar o Comitê CEDAW.
 
Nos dias 29 e 30 de julho de 2014, Telia Negrão participou também da reunião da Comissão Intersetorial da Saúde da Mulher (CISMU), do Conselho Nacional de Saúde, em Brasília, onde falou sobre o Projeto de Monitoramento da CEDAW. Traçou um histórico da Convenção e comentou os principais pontos do relatório alternativo, elaborado pelas 13 redes e organizações que compõem o Consórcio do Projeto. "Foi um momento importante para despertar a Comissão para o fato de que a dificuldade de acesso ao direito à saúde de um país pode se constituir em uma agenda internacional, não é um tema isolado”, observou Telia. "Além disso, foi o reconhecimento de que o relatório não partiu do zero, mas de muitas conquistas e avanços ao longo da última década”.
 
Segundo Telia, a luta no momento é para garantir que não haja retrocessos em relação aos direitos. "De um lado, a Rede Cegonha centralizou toda a política para a saúde das mulheres em detrimento à atenção integral e, de outro, temos uma ofensiva até contra a lei da violência sexual e aborto legal”, afirmou. Para avançar no enfrentamento das principais causas de morte materna e das violações de direitos, Telia defende a inclusão dos direitos sexuais e reprodutivos na agenda pública, incluindo o tema do aborto. A criminalização, segundo o relatório apresentado à ONU, é uma causa de agravo à saúde das mulheres.
 
Outro fato salientado por ela é a feminização da epidemia do HIV. "As integrantes da Comissão do Conselho Nacional de Saúde trouxeram importantes relatos sobre o crescimento da epidemia entre mulheres, sobretudo entre os segmentos vulneráveis, num momento em que a disseminação do vírus se estabilizou no Brasil. Isto significa que algumas políticas públicas estão frágeis”, acrescentou Telia.
 
"A CEDAW parecia algo muito distante de nós”, admitiu Maria do Espírito Santo Tavares dos Santos, coordenadora da CISMU e representante da Rede Nacional Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos. "A apresentação de Telia nos aproximou dessa grande organização. As pessoas sentiram que há mulheres brigando por nós e que a CEDAW está, cada vez mais, no interior do movimento de mulheres do Brasil. O que está no relatório é o que estamos vivenciando”, disse.
 
Em sua apresentação, Telia explicou por que a Convenção CEDAW é considerada o mais importante documento na luta pela igualdade de gênero, tendo sido aprovada pelas Nações Unidas, em 1979. A CEDAW reconhece agentes de violações: Estados, indivíduos, empresas ou organizações. Atualmente, 186 Estados firmam essa Convenção. O Comitê CEDAW é formado por 23 peritas indicadas por seus governos e eleitas pelos Estados-partes. O Brasil é signatário da CEDAW desde 1984. A partir de 2002, a cada quatro anos, presta contas das ações realizadas em prol da eliminação da discriminação da mulher. Mas, devido à constatação, por parte do Comitê, de que o governo brasileiro não estava conseguindo atender às mulheres de forma eficiente na área de saúde, e de que faltavam informações e políticas públicas para combater o tráfico de mulheres, o país foi convidado a prestar informações sobre estes dois temas em 2014.
 
Coordenam o Consórcio Nacional, composto por 13 redes e organizações do Projeto de Monitoramento da CEDAW a ONG Coletivo Feminino Plural, a Rede Nacional Feminista de Saúde Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos, o Comitê da América Latina e do Caribe para os Direitos da Mulher (Cladem/Brasil) e o Núcleo Interdisciplinar de Estudos sobre a Mulher e Gênero, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (NIEM/UFRGS).

Espiritualidade: Fonte de Vida


Confira os momentos marcantes do Encontro de Espiritualidade 
que aconteceu no último dia 06 e 07 de Agosto

36 Anos da Pastoral da Mulher de Juazeiro



No dia 10 de Agosto a nossa Pastoral da Mulher completou mais um ano de existência, confira no vídeo como foi celebrado esse momento na sede!

8 anos da Lei Maria da Penha: a importância de mensurar e punir os danos da violência ‘invisível’




Portal Compromisso e atitude
Adital
Especialistas apontam que, apesar de não deixar marcas físicas evidentes, a violência psicológica é também uma grave violação dos direitos humanos das mulheres, que produz reflexos diretos na sua saúde mental e física. Considerada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como a forma mais presente de agressão intrafamiliar à mulher, a violência psicológica pode e deve ser mensurada e punida, conforme apontam todas as entrevistadas ouvidas pelo Informativo Compromisso e Atitude.
Reprodução
Especialista na questão da violência doméstica contra mulheres, a médica Ana Flávia D’Oliveira, pesquisadora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), alerta que a naturalização da violência psicológica estimula uma espiral de violências. "As agressões psicológicas também denunciam uma desigualdade na relação que pode evoluir para violência física ou sexual, ou homicídios. Então, ter um diagnóstico precoce é bastante importante para evitar dano, morte ou outros crimes posteriores. E a própria violência psicológica já é crime: calúnia, injúria, difamação e ameaça de morte estão previstas no Código Penal”, define.
O encaminhamento dos processos pelas estruturas dos sistemas de Justiça e Segurança, entretanto, é considerado, por especialistas, como um dos grandes desafios para a efetivação dos direitos assegurados às mulheres na Lei Maria da Penha. Um estudo do qual participou a pesquisadora Maria Cecília Minayo, coordenadora do Centro Latino-Americano de Estudos de Violência e Saúde da Fundação Oswaldo Cruz, revela que "muitos policiais resistem ou se negam a fazer o termo de ocorrência, principalmente nos casos de violência psicológica, estando incluídas as ameaças de morte”. Em entrevista, Minayo explica que "a violência psicológica, por ser fruto em geral de uma relação verbal, é muito mais difícil de ser compreendida por um agente da lei”.
O problema, segundo a médica Ana Flávia, está na não compreensão dessa relevância na condução do inquérito, que afeta a possibilidade de se responsabilizar o agressor pelo crime de violência psicológica. A dificuldade, porém, não significa impossibilidade. Ana Flávia coordenou no Brasil uma pesquisa realizada em 10 países pela Organização Mundial de Saúde sobre os efeitos da violência doméstica na saúde das mulheres, de 2000 a 2003. Essa pesquisa avaliou, inclusive, a repercussão isolada da violência psicológica, verificada como o evento mais frequente na vivência violenta de mulheres no mundo todo.
O estudo reiterou resultados de outras pesquisas que comprovam a repercussão da violência psicológica na saúde mental, aumentando a prevalência de depressão, ansiedade e ideias suicidas, mesmo quando as agressões não eram acompanhadas de violência física ou sexual. De acordo com a especialista, ao contrário do que muitos pensam ao minimizar a violência psicológica, os dados clínicos possibilitam apontar também repercussões físicas, como hipertensão, gastrite e doenças relacionadas ao estresse. "E isso é uma evidência científica da importância dessa vivência na saúde, porque, provavelmente, essa pessoa sofrerá impactos também no desempenho no trabalho e em outras dimensões da qualidade de vida. Viver cotidianamente sob ameaça, desqualificação e humilhação tem um impacto muito grande na capacidade de lidar com os problemas, de ter uma saúde integral”, destaca.
A médica ressalta ainda que a banalização social dos comportamentos violentos leva a que, muitas vezes, as próprias mulheres não qualifiquem expressamente como violência as agressões e pressões sofridas, embora os efeitos sobre o comportamento e a psique possam ser verificados no atendimento especializado.
Especialistas recomendam perícia psíquica e credibilidade à palavra da vítima
Para enfrentar o paradoxo entre o senso comum e o papel estabelecido em lei para as instituições da rede de apoio, Maria Cecília Minayo propõe a criação de protocolos de atendimentos que permitam aos agentes analisar a gravidade da situação. "Pela ‘imaterialidade’ da violência psicológica, se não houver um protocolo de atendimento que ajude a formular as perguntas certas, sempre haverá espaço para não levar a sério a violência que é cometida”, afirma.
A doutora em Psicologia Clínica e da Saúde pela Universidade de Santiago de Compostela e psicóloga forense aposentada, Sonia Rovinski, explica que a avaliação psicológica ou perícia psíquica pode e deve ser utilizada como instrumento para mensurar os danos causados à saúde da vítima, especialmente para efeito de provas judiciais. "A avaliação desse dano psíquico poderia servir tanto de prova de que aquilo aconteceu, como para mostrar a gravidade do que a vítima pode estar sentindo. Para que ela possa, por exemplo, receber o ressarcimento, tanto na esfera cível quanto criminal”, afirma (veja infográfico).
 
É preciso também enfrentar o peso da diferença no tratamento das vítimas em crimes de gênero – a exemplo do estupro e da violência doméstica – que fica evidente na prática diária, de acordo com a promotora de justiça Daniella Martins, do Distrito Federal. "Do balcão das delegacias às salas de audiência, dos boletins de ocorrência aos acórdãos, percebemos que a credibilidade da palavra da vítima mulher é quase sempre questionada, como se ela precisasse provar ser uma vítima honesta, crível. O relato da vítima do sexo feminino, em pleno século XXI, costuma ser atrelado a questionamentos sobre sua conduta pessoal e comportamento sexual, o que é externado por meio de perguntas que contêm nítidos juízos de valor, a exemplo de questionamentos sobre uma possível ‘provocação’ por parte da vítima, uma possível ‘aceitação do resultado’. Não é incomum ouvir nas salas de audiência a pergunta ‘a senhora provocou o réu de alguma forma?’”, critica.
A promotora ressalta ainda que nem sempre a violência psicológica se apresenta sob a forma da agressividade, uma vez que existem diversas formas de solapar a autodeterminação de uma pessoa, sobretudo, quando o intuito é manter um relacionamento contra a sua vontade. "Gosto sempre de citar o exemplo de uma vítima que estava em frangalhos porque o ex-marido não aceitava a separação, perseguindo-a com promessas de amor eterno, chorando, encurralando-a com carinhos nos cantos da casa, à qual tinha acesso por conta dos filhos, telefonando diariamente para ela, para amigos, colegas de trabalho e parentes forçando uma reconciliação. Como esta mulher poderia, naquelas circunstâncias, pensar em uma vida autônoma se aquele homem era um fantasma onipresente? Como poderia pensar em se relacionar com outra pessoa? Muitas vezes as vítimas não encontram forças para se erguer contra isso. O ex-marido nunca levantou a voz ou o dedo para esta mulher, mas conseguiu submetê-la completamente por anos com seu comportamento abusivo, insistente, desrespeitoso. Eu entendo que houve violência psicológica neste caso”, exemplifica.
Nesse contexto, a juíza Elaine Cavalcante, titular da Vara Central de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher do TJSP, destaca a importância do respeito à credibilidade da mulher que denuncia ser vítima desse tipo de prática. "Quando não há prova material da violência, como nos casos de violência psicológica, os operadores da Justiça precisam dar credibilidade à palavra da ofendida, desde que coerente com o conjunto probatório, e considerá-la como suficiente para a condenação”, indica.
As especialistas enfatizam ainda o desafio da formação e qualificação profissional para o atendimento às mulheres em situação de violência doméstica, com ênfase em noções de gênero e direitos humanos, para impulsionar o avanço no cumprimento da Lei em sua amplitude.
Ações para mudar o marco jurisprudencial
Os promotores públicos podem e devem ter um papel ativo no enfrentamento à violência psicológica contra as mulheres. Segundo a Coordenadora da Comissão Permanente de Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (Copevid) e promotora de justiça no Estado da Bahia, Márcia Teixeira, é papel do MP oferecer denúncias e cobrar do sistema de saúde o fornecimento de relatórios de atendimentos psicológicos e psiquiátricos para fins de prova, ainda que indireta, no Poder Judiciário.
"Considerando a fragilidade dos institutos médicos legais, precisamos desempenhar esse papel para que essas denúncias sejam recebidas e tenhamos condenações nessa direção para fortalecer a jurisprudência e o entendimento de que o artigo 129 [do Código Penal] aplica-se também à violência psicológica com danos à saúde da mulher”, destaca.
A promotora defende a tese de que, ao estabelecer que a lesão corporal é toda ação que ofenda "a integridade corporal ou a saúde de outrem”, se a vivência de agressões psicológicas recorrentes resulta em danos à saúde da mulher o dispositivo penal deve ser aplicado de forma combinada às disposições da Lei 11.340/2006. "E não necessariamente você precisa ter um diagnóstico de transtorno psíquico ou mental, mas que a situação tenha levado a mulher a desenvolver uma síndrome do pânico, fobia social, ou a tenha levado a fazer tratamento pós-trauma”, explica.
Ela defende também que mecanismos de perícia psíquica sejam colocados expressamente na legislação, assegurando o atendimento especializado em todos os IMLs do país – que hoje em sua maioria não oferecem tal procedimento.

Portal Compromisso e atitude

ACampanha "Compromisso e Atitude pela Lei Maria da Penha – A lei é mais forte”é resultado da cooperação entre o Poder Judiciário, o Ministério Público, a Defensoria Pública e o Governo Federal, por meio da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República e o Ministério da Justiça. Tem como objetivo unir e fortalecer os esforços nos âmbito municipal, estadual e federal para dar celeridade aos julgamentos dos casos de violência contra as mulheres e garantir a correta aplicação da Lei Maria da Penha.

Pastoral da Mulher participa da comissão executiva do Conselho da Mulher de Juazeiro

No último dia 06 de agosto, o Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Mulher realizou sua eleição da comissão executiva que conduzirá os trabalhos pelos próximos dois anos. A reunião contou com a presença da maioria das representações de mulheres do município, sendo das instâncias do governo e sociedade civil.
A eleição foi conduzida pelo coordenador da Casa dos Conselhos, professor Rooselvt que elegeu a chapa única com as seguintes representações:

  • Presidente - Ana Célia (Projeto Sopão)
  • Vice - presidente - Sueli Argolo (SINDAE)
  • Secretaria - Maria José (PC do B)
  • Tesouraria - Rita Diniz (Associação de mães e amigos do bairro Itaberaba)
  • Relação públicas - Joice Oliveira (Pastoral da Mulher)

PASTORAL DE JUAZEIRO REALIZA RETIRO ESPIRITUAL COM AS MULHERES


Nos dias 06 e 07 de agosto a Unidade Oblata de Juazeiro realizou no Sítio Panamá, o retiro espiritual com as mulheres trabalhando o tema: Espiritualidade – fonte de vida.
O objetivo foi favorecer espaços de partilha das experiências de vida e fé, com a assessoria de Maria do Socorro Ferreira e Maria Verdinilde Gomes, integrantes da Pastoral Social de Petrolina.
As mulheres avaliaram positivamente o encontro enfatizando a importância da união, da partilha, fortalecimento da fé, troca de experiências e apoio mútuo.
Valorizaram também a acolhida e a paisagem do lugar, onde desfrutaram a beleza da natureza, elementos propícios para a contemplação interna e externa do ser, experimentando coletivamente o exercício de sentir a vida e a si mesmo, renovando e reaprendendo a ver o mundo a sua volta.
Os momentos de oração e reflexão aconteceram à luz da bíblia, dinâmicas de grupo e muitos cânticos. Veja as fotos abaixo:





ATENÇÃO MULHERES!



A Pastoral da Mulher está iniciando mais uma oficina de habilidades, na área da moda, com customização de roupas e produção de bijuterias, em parceria com o SENAC/BA. 
Não deixe essa oportunidade passar venha realizar sua inscrição até o dia 11 de agosto.



Mulheres se preparam para o retiro espiritual !

Acontecerá nos dia 06 e 07 de agosto de 2014 o retiro espiritual com as mulheres atendidas pela Unidade Oblata de Juazeiro. O momento será reflexivo e de profundidade onde trabalharão o tema: Espiritualidade: Fonte de Vida.

As mulheres que participarão já vem fazendo um processo de acompanhamento nessa dimensão com as agentes Maria das Neves e Ana Paula, através de encontros mensais na sede da Pastoral da Mulher. Tem sido uma atividade de grande valorização pelas mulheres onde conseguem trazer suas questões pessoais e ainda fortalecerem se enquanto grupo refletindo vários temas como: O caminho da espiritualidade, A mulher no antigo testamento, Jesus é o caminho, Campanha da Fraternidade, Missão Oblatas e vivências de espiritualidade.

O retiro acontecerá no Sitio Panamá - Petrolina.


CIAM REALIZA SEMINÁRIO NO ANIVERSÁRIO DA LEI MARIA DA PENHA


05 de Agosto / 2014

No próximo dia 7 de agosto, a Lei Maria da Penha (Lei nº. 11.340) completa oito anos de existência. Para comemorar o aniversário desse importante marco na luta pelos direitos das mulheres, a Secretaria de Desenvolvimento e Igualdade Social (SEDIS), através do Centro Integrado de Atendimento a Mulher (CIAM) realiza na próxima quinta-feira (07), das 8h às 13h, o I Seminário Violência de Gênero: Uma Preocupação de Todos, no auditório do CIAM, localizado na Avenida Luiz Inácio Lula da Silva.
O Seminário destina-se as mulheres vítimas de violência e suas famílias, a profissionais que atuam na área e a população em geral. Serão discutidos vários temas, entre eles, ‘Os Avanços e Conquistas a partir da Lei Maria da Penha’, que terá como palestrante a delegada da DEAM, Rosineide Medrado. 
PROGRAMAÇÃO
I SEMINÁRIO VIOLÊNCIA DE GÊNERO: UMA PREOCUPAÇÃO DE TODOS
8:00h - Recepção e inscrições
8:30h -  Apresentação Teatral da NECOM
9:00h - Composição da mesa
9:30h  - I Temática
 ? A mulher no Projeto de Deus
Palestrante: Deusa Amorim – Professora Universitária do IF SERTÃO
10:10h  - II Temática
? A justiça no Enfrentamento da Violência
Palestrante: Neli Nunes – Advogada do Núcleo de Práticas Jurídicas UNEB
 Débora Rodrigues – Estagiária do Núcleo de Práticas Jurídicas
11:00h - Coffe Break
11:30 - II Temática
? Avanços e Conquistas a partir da Lei Maria da Penha
Palestrante: Dr. Rosineide Medrado – Delegada da DEAM
12:20 – Discussão em Plenária
13:00 – Encerramento

Por Emanuelle Lustosa/SEDIS

Gosto de transar e cobrar, diz prostituta formada em letras

04 de agosto de 2014 • 


Gabriela Natalia da Silva, nascida no interior de SP e conhecida como Lola Benvenutti, rejeita o estigma de Bruna Surfistinha: "puta que sofre"


FONTE: PORTAL TERRA 

Desde criança, Gabriela Natália da Silva tinha uma enorme curiosidade por sexo. Nascida em
Pirassununga, interior de São Paulo, ficava encantada quando via peitos à mostra nos desfiles
de Carnaval pela TV.

Perdeu a virgindade aos 11, com um homem de 30 que conheceu pela internet. “Ele não estava bem com aquilo, por ele, ele não teria feito, fui eu que pressionei”, afirma. Aos 17, decidiu cobrar por aquilo que já fazia de graça. “Foi natural para mim.”  O codinome Lola Benvenutti virou seu nome ‘de guerra’ e, a partir de um blog, começou a chamar a atenção das pessoas da pequena cidade, que voltaram as atenções e os julgamentos aos pais, um ex-militar e uma enfermeira.

Lola estudou em bons colégios, passou na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e se formou em letras aos 20 anos, mas escolheu seguir na profissão mais antiga do mundo a despeito dos problemas que ela própria e sua família ganharam com a decisão.

Hoje, aos 22, mora no apartamento próprio no bairro dos Jardins, em São Paulo e, no próximo dia 11, lança um livro sobre sua história, O Prazer é Todo Nosso, que também já está na mira de alguns diretores interessados na adaptação para o teatro e para o cinema. 

Ela rejeita a comparação com Bruna Surfistinha e a fantasia acerca da profissão. "Sou uma em um milhão, sou privilegiada. A realidade nem sempre é tão bonita quanto eu vivo." Também foge dos estereótipos. Vestida com um look romântico - calça preta, camisa florida e blazer pêssego, além de brincos de pérola -, encara o trabalho com delicadeza. "Eu vejo de uma maneira muito romântica talvez, muito delicada."
Confira os melhores trechos da conversa e o ensaio exclusivo feito em uma suíte do motel Lush, na zona sul da capital paulista.
"Tive uma infância ótima, como qualquer criança, nunca tive nenhum trauma"

Terra: Como foi sua infância?
Lola Benvenutti: Minha família é muito bem-estruturada financeiramente e socialmente, tive uma infância ótima, como qualquer criança, sempre li muito, brinquei muito. Nunca tive nenhum trauma, todo mundo sempre tenta achar algum problema. Mas nunca me aconteceu nada que tenha sido um gatilho pra tudo isso. Eu sempre fui muito curiosa sexualmente. Lembro que eu tinha uma curiosidade de entender o que era o sexo, de me tocar, desde criança.

Terra: De onde você acha que partiu essa curiosidade?
L.B.: Eu não consigo identificar uma coisa, mas via mulher sem roupa no Carnaval e pensava: ‘hum, nossa, peitos!’. Eu lembro que quando era criança tinha uma dança da minhoca... lembro que coloquei um travesseiro no meio da perna e vi que aquilo dava algo que devia ser um orgasmo, mas eu não sabia.

Terra: Com quantos anos?
L.B.: Ah, sei lá, uns nove. Mas eu não sabia, depois que eu fui entender. A minha mãe sempre conversou comigo, sempre fui bem instruída, acho que essa questão da sexualidade talvez tenha vindo mais cedo do que para outras crianças. Mas nunca sofri por isso.

Terra: Com quantos anos perdeu a virgindade?
L.B.: Eu perdi muito nova, tinha 11 anos. As pessoas ficam muito assustadas porque elas veem isso como um estupro. Ele tinha 30 anos. A gente se conheceu na internet e se gostava, trocava carta de amor. Menti a minha idade, falei pra ele que eu tinha 16.

Terra: Mas você já tinha corpo?
L.B.: Ah, tinha pouco, sempre fui muito menina. Mas como eu tinha um papo muito convincente os caras acreditavam que eu era mais velha. Aí foi natural. Acho até que pressionei o cara pra transar comigo. Porque ser virgem para mim era uma coisa que me assustava. Eu não queria ser virgem, queria ser dona do meu corpo.

Terra: Você já tinha essa consciência? Sabia o que era sexo?
L.B.: Sabia. Não foi nada demais, ainda lembro que pensei: ‘gente, sexo é isso?'. Foi super desengonçado. Ele não estava bem com aquilo, por ele, não teria feito, fui eu que pressionei. Mas, enfim, não foi traumático.

Terra: Quando começou a história com prostituição?
L.B.: Eu sempre tive uma certa curiosidade. As minhas primeiras experiências eu tinha 17, estava no colegial. Aí entrava em sala de bate papo e pescava ali alguns caras que eu achava que não me ofereciam risco. Fiz poucas vezes. Na época eu lembro que eu ganhava mesada, e aí ganhei uma grana, pensei : ‘tô rica’, achei incrível.

Terra: Então foi uma escolha consciente?
L.B.: Acho que foi natural. Eu sempre tive essa coisa de sair com gente da internet.  Eu falei, ‘gente, vou monetizar isso’.

Terra: Nessa época, ainda era um segredo?
L.B.: Ah sim, uma amiga só sabia, porque eu fingia que ia estudar na casa dela e saía. Mas elas nunca entenderam muito, ninguém nunca me apoiou.

Terra: E quando veio à tona mesmo e deixou de ser um segredo?
L.B.: Quando criei o blog e criei um anúncio em um site de acompanhantes da região. Um dia fui na lotérica e vi que as moças paralisaram. Pensei: 'bom, devem ser as tatuagens'. Todo o mundo ficou olhando [ela diz que tem em torno de 20, mas perdeu a conta]. Aí uma delas falou: “moça, posso te falar uma coisa? A gente ama o seu blog”. Aí saí até mal, atordoada. Achava que quem ia ler era quem estava querendo contratar meninas, não as pessoas em geral.
Nas épocas de pico, ela chegava a atender de oito a dez clientes por dia.

Terra: Sofreu preconceito?
L.B.: Chegava na faculdade e todo mundo falava, eu percebia. Aí vi que saiu um pouco do controle. Riscaram meu carro, tive problema com a minha orientadora. Ela não disse que era por isso, mas não sou idiota.

Terra: Como a sua família descobriu?
L.B.: Eu contei, antes de acontecer este boom. Preferi, porque sabia que se outra pessoa contasse ia feri-los muito mais.

Terra: Contou primeiro para quem?
L.B.: Para minha mãe. Ela não ficou chocada, mas muito triste, muito decepcionada. Só que, para mim, a dor maior seria não contar e viver uma mentira. Com meu pai foi muito difícil, ele parou de falar comigo por meses, e a gente sempre foi muito próximo. Quando a gente se reaproximou, eu disse pra ele: ‘pai, eu me sinto bem. Gosto de transar e cobrar das pessoas’. Meu pai, escutando aquilo, tinha lágrimas escorrendo. E meu pai nunca chorava por nada. Foi difícil.
Quando saiu na mídia, passaram dois dias e o Brasil inteiro estava me ligando. Meu pai se doeu, minha mãe ficou um ano sem falar comigo depois disso, porque também todos os dedos da cidade foram apontados para ela como uma mãe ruim. Foi bem difícil. Até então acho que eles pensavam que era uma coisa passageira.
Quando estourou, ficou muito complicado administrar o julgamento das pessoas. Meus pais são conservadores, meu pai foi militar por muitos anos, minha mãe, de família católica.

Terra: E como você administrou isso, sabendo que estava prejudicando outras pessoas?
L.B.: Sofri muito, mas sabia que tinha feito uma escolha. Sabia que não tinha mais volta.

Terra: Quantos programas chegou a fazer em um dia, nessa época em que estourou na mídia e começou a ser mais procurada?
L.B.: Muitos, de oito a dez. Hoje já não tenho mais esse pique, faço outras coisas. Também não dá pra viver em função disso.

Terra: Como é sua rotina?
L.B.: Vou pra academia, escrevo no blog, atendo alguns clientes durante o dia, gosto muito de ler. Hoje atendo menos pessoas, seleciono mais por conta do livro, tenho o blog, entrevistas. E quero retomar o mestrado.

Terra: Tem uma média de clientes semanais?
L.B.: Nunca tive isso. Quando começa a ficar assim, fica business demais, mecânico demais, perde o encanto. Eu vejo de uma maneira muito romântica talvez, muito delicada.

Terra: Qual é o horário em que você é mais procurada? Qual é o seu maior público?
L.B.: É muito amplo, mas são homens casados, solteiros, de 18 a 80, pessoas que têm certa carência em ser compreendidas. Também tem casais, mulheres. E o período é mais durante o dia.

Terra: Quando você sai com alguém fora do trabalho, você conta que é garota de programa?
L.B.: Às vezes sim, às vezes não. Acho que o cara já cria um estereótipo quando sabe que sou garota de programa, já vem esperando uma coisa. O meu último namorado era um cliente, a gente foi se aproximando, mas é difícil. O cara tem que ter uma segurança, uma confiança muito grande. Sempre digo que quem gostar de mim tem que entender que eu tenho um instinto de liberdade muito forte e não sou monogâmica.

TERRA: ANDAM COMPARANDO VOCÊ COM A BRUNA SURFISTINHA. O QUE ACHA DISSO?

L.B.: Li o livro da Bruna, vi o filme. Acho que, primeiro, ela teve um trauma. Essa coisa de ser adotada, de querer sair de casa, das drogas. Ela foi parar nesse mundo porque estava perdida. Aí se afundou. Não sinto ela falar com orgulho da profissão. Acho que, para ela, não foi um momento bom da vida dela. Enquanto para mim foi muito mais uma opção, nunca me senti mal, nunca me envolvi com drogas.

Terra: Você acha que seleciona mais os clientes?
L.B.: Acho que não dá para selecionar, mas tudo isso seleciona automaticamente. O cara que sai comigo é um cara diferenciado, gentil.

Terra: O preço tem a ver com isso?
L.B.: Não acho que é o preço. Acho que é o perfil.

Terra: Quanto custa um programa?
L.B.: Eu prefiro não falar valores. Depende do que a pessoa quer e do nível de dificuldade: uma prática de sadomasoquismo, inversão de papéis, um casal.

Terra: O que você já conquistou com dinheiro de prostituição?
L.B.: Ah, tenho meu carro. Meu apartamento, coisas que eu gostaria de ter. Gosto muito de moda. Guardo um pouco de dinheiro. Gosto de viver bem, de comer bem, não me privo muito das coisas. Mas sei que isso é passageiro.

Terra: O que você não faz na cama?
L.B.: Nada do que é crime eu faço. Zoofilia, pedofilia, práticas mais específicas dentro do sadomasoquismo. Não faço nada que eu não domino muito. Nunca usei droga com nenhum cliente, nem sozinha. Às vezes o cara pede, e eu falo que não uso.

Terra: As mulheres também tem te procuram muito?
L.B.: Sim, elas ligam tímidas e mais curiosas, tanto sozinhas quanto com o marido. Vejo que elas têm um pouco de vergonha, essa coisa de nunca ter tido orgasmo.

Terra: Já saiu com homossexual?
L.B.: Já. Uma vez um cara me ligou querendo que eu o convertesse [em heterossexual]. Era de uma família muito tradicional, um cara muito bonito, mas muito inseguro. Pela conversa que tive com ele, tudo indicava que ele gostava de homem. Aí ofereci uma assessoria para ele. A gente foi para alguns lugares, ele conheceu um cara que virou namorado dele e então saímos a três. Falamos que era o ‘tira-teima’. Foi muito divertido, a gente é amigo até hoje.

Terra: Qual foi o lugar mais caro aonde um cliente já te levou?
L.B.: Fui atender um pessoal em Ribeirão [Ribeirão Preto, também no interior de SP] em uma festa de ménage [sexo a três] que era uma superprodução. Numa fazenda, 15 casais, luxuosíssimo, as meninas com joias, os meninos de Rolex. Ostentação total. Recebi um pagamento muito bom. Era um grupo fechado, alguns médicos, algumas mulheres. "Acho que o sexo foi um caminho para eu aprender a gostar de mim"

Terra: Tem alguma situação que te fez rir?
L.B.: Já teve de o cara soltar pum, acho que foi o dia que mais segurei risada na minha vida. A primeira vez em que vi um cara de calcinha também quase morri. Hoje vejo isso com tranquilidade, eu respeito, tem bastante cara que gosta. Mas a primeira vez em que um cara gordinho falou que pegou a calcinha da mulher e colocou, gente, fiquei paralisada. Eu não podia rir. Ele falando ‘eu sou sua putinha, sua vadia’.  E eu pensando ‘ai meu Deus, não sei lidar com isso!”.

Terra: E os pedidos mais bizarros que já ouviu?
L.B.: Já pediram para eu transar com orangotango, pra treinar os cachorros pra zoofilia, para fazer ménage entre mãe e filho, irmão e irmã. Não faria nem por 5 milhões. Um cara pediu para eu ficar usando a calcinha por uma semana, fazer xixi e não limpar.

Terra: Você tem prazer? Sempre chega ao orgasmo?
L.B.: Tenho, mas nem sempre tenho orgasmo, ninguém tem sempre. Só que faço tudo para chegar todas as vezes. Dou dicas para o cara. Às vezes ele está fazendo tudo errado, aí eu falo mais ou menos como eu gosto.

Terra: Você tem a autoestima boa?
L.B.: Tenho, mas sempre fui 'patinho feio' na escola. Não tinha peito, nunca fui bonita. Acho que o sexo foi um caminho para aprender a gostar de mim. Hoje tenho uma autoestima boa, mas não acho que sou tudo isso, acho que sei me arrumar.

Terra: Vejo que você tem um estilo mais clássico de se vestir. É isso mesmo?
L.B.: Não gosto de coisa justa, de coisa curta. Acho que o sexy é a sugestão, prefiro muito mais elegância a uma coisa muito explícita. É muito engraçado quando apareço para uma entrevista. Acho que as pessoas esperam o peito explodindo e, quando apareço assim, já desarmam.

Terra: Teve algum programa em que você atuou como acompanhante?
L.B.: Várias vezes. Às vezes nem rola sexo. Já tive cliente que pagou ‘carésimo’ para passar uma noite comigo, só conversando. Não tirou minha roupa, não tirou a roupa dele.

Terra: E qual foi o máximo de pessoas com quem já transou ao mesmo tempo?
L.B.: Naquela festa de Ribeirão, foram 15 casais.

Terra: Como fica depois?
L.B.: Tiro alguns dias de férias. Fico cansada, é desgastante. Durmo muito.

Terra: Já entrou em alguma roubada?
L.B.: Uma vez saí com um gringo, ele disse que ia me pagar em peso, que viajava muito. No dia seguinte fui trocar o dinheiro e não tinha valor nenhum. Sei lá, era uma nota comemorativa. Perdi uma grana.

Terra: Você já disse que a Gabriela Leite é um ídolo para você. Por quê?
L.B.: Não sou nada perto dela, para mim ela é tudo. Ela é única, e todo mundo fica ‘Surfistinha, Surfistinha’. Acho triste, porque a Bruna ajudou a reforçar um estigma, essa coisa da puta decadente, que sofre, e não é assim. Tem muita gente que vive bem com isso. E nós somos pessoas, você não pode generalizar.

Terra: O que você costuma ler?
L.B.: Gosto muito dos autores africanos, acho que o sofrimento deles com as guerras e com todas as mazelas sociais trazem um lirismo para a literatura que é extremamente poético.

Terra: Pretende trabalhar um dia com isso, na área de Letras?
L.B.: Não sei, mas que bom que a gente pode mudar sempre. Se um dia eu achar que quero dar aula, eu vou dar aula. É uma carreira instável, a beleza passa, então você tem que procurar caminhos para se manter.

Terra: Pretende se casar?
L.B.: Não é o sonho da minha vida, mas acho que em algum momento vou querer ter filhos, ficar com alguém. São fases.

Terra: Vale a pena ser prostituta?
L.B.: Para mim valeu. Muita gente me manda e-mail falando que quer entrar pra esse ramo. Eu falo que sou uma em um milhão, sou privilegiada. A realidade nem sempre é tão bonita quanto eu vivo. Não daria este conselho para as pessoas.